Governo aponta reforma, modernização e reforço institucional como prioridades para sector da Defesa Nacional

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Governo aponta reforma, modernização e reforço institucional como prioridades para sector da Defesa Nacional
11/09/26 - 04:42 pm

Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) – O ministro da Defesa Nacional, Manuel Amante da Rosa, defendeu hoje, na Praia, instituições modernas e resilientes para antecipar riscos e salvaguardar a soberania de Cabo Verde, face às exigências da Defesa Nacional.

Manuel Amante da Rosa fez esta afirmação durante a cerimónia de tomada de posse do capitão-do-mar José Mário Lopes Tavares, como director nacional da Defesa, e do major Isaías Moniz de Brito, como director do Centro de Estudos de Defesa Nacional.

Segundo o governante, a entrada em funções destes dirigentes, a par de outras nomeações em curso no Ministério da Defesa Nacional, enquadra-se no processo contínuo de reforma e modernização do sector, com o propósito de dotar o Ministério de recursos humanos adequados às exigências das missões e atribuições que lhe estão cometidas.

A renovação e o reforço dos quadros, acrescentou, devem também fortalecer a capacidade institucional, estratégica e operacional do Ministério, em alinhamento com as prioridades definidas no programa de Governo para o sector.

O ministro situou esta necessidade num contexto internacional marcado por ameaças híbridas, instabilidades, riscos cibernéticos e desafios constantes à segurança dos Estados, defendendo que as instituições precisam de meios humanos capazes de compreender as transformações, antecipar cenários e preparar respostas para salvaguardar os interesses nacionais.

Os dois oficiais superiores, segundo o ministro, reúnem qualificações e experiência adquirida em funções de direcção, comando, chefia e coordenação, além de conhecerem a estrutura, a organização, o funcionamento, os procedimentos e a cadeia hierárquica das Forças Armadas.

A escolha, acrescentou, resultou de um intercâmbio próximo com o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, que considerou determinante para o processo.

Ao novo director nacional da Defesa, o ministro atribuiu uma responsabilidade de particular exigência.

Entre as responsabilidades associadas ao cargo apontou o apoio à determinação, coordenação e implementação da Defesa Nacional, o planeamento estratégico, o desenvolvimento das relações externas e o reforço da cooperação no domínio da Defesa.

Manuel Amante da Rosa espera que José Mário Lopes Tavares imprima à Direcção Nacional da Defesa uma dinâmica orientada para resultados e reforce a capacidade de actuação da estrutura, particularmente na elaboração, actualização e acompanhamento dos principais instrumentos estratégicos e estruturantes da Defesa.

Quanto ao Centro de Estudos de Defesa Nacional, dirigido pelo major Isaías Moniz de Brito, o governante atribuiu importância à produção de conhecimento, investigação, análise prospectiva e capacidade de antecipação, tendo em conta a complexidade e a dinâmica dos desafios à segurança e à defesa.

Exortou o novo responsável a dinamizar o Centro e a promover uma cultura de estudos não apenas no Ministério da Defesa Nacional, mas também nas Forças Armadas, aproximando a instituição das universidades, centros de investigação, especialistas, instituições nacionais e organizações internacionais.

KF/HF

Inforpress/Fim

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