
Dakar, 06 Jul (Inforpress) – O Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA) prevê avaliar Cabo Verde em Fevereiro de 2029 em matéria de lavagem de capitais e financiamento do terrorismo, anunciou hoje a organização.
A informação consta do Relatório Anual de 2025, apresentado esta manhã em Dakar, no âmbito da Sessão Anual de Informação aos Embaixadores e aos Parceiros Técnicos e Financeiros, da Conferência de Imprensa Anual e da apresentação pública do documento pelo GIABA.
A avaliação será realizada no quadro da terceira ronda de avaliações mútuas do GIABA, que informa ainda que a questão será submetida a discussão na plenária de Novembro de 2029.
Segundo o relatório, o organismo regional indica que a última avaliação de Cabo Verde no âmbito dos mecanismos de avaliação mútua ocorreu em Maio de 2019.
O documento sublinha que o GIABA vai reforçar, nos próximos anos, o apoio orientado para o risco e para resultados aos Estados-membros, com vista ao reforço da conformidade e da eficácia antes da terceira ronda de avaliações mútuas.
Entre as prioridades definidas constam o aumento do apoio às Avaliações Nacionais de Risco e aos comités interministeriais, o reforço dos quadros regulamentares relativos à propriedade efectiva e aos activos virtuais, bem como a intensificação da monitorização de riscos transfronteiriços através do Programa de Vigilância Estratégica.
O GIABA pretende igualmente reforçar o desenvolvimento de capacidades no combate ao financiamento do terrorismo, na supervisão de organizações sem fins lucrativos e na contratação pública, além de aprofundar o trabalho em tipologias regionais relacionadas com crimes financeiros baseados no comércio.
A instituição prevê ainda consolidar a disseminação de conhecimento através de relatórios anuais, estudos de tipologias, centros de formação virtual e da plataforma ECOAML.
Com o apoio dos parceiros de desenvolvimento, o GIABA afirma que continuará a melhorar os sistemas de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, reforçando o diálogo político com sectores-chave e garantindo que os Estados-membros estejam mais preparados para demonstrar conformidade técnica e eficácia operacional nas próximas avaliações mútuas.
TC/HF
Inforpress/Fim
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