
Cidade da Praia, 28 Ago (Inforpress) – A artista Gabriela Rodrigues apresenta-se a 02 de Setembro, no Centro Cultural Português (CCP), na cidade da Praia, num espectáculo de encontro entre duas gerações, cujo palco será dividido com músicos que marcaram o seu percurso.
Em entrevista à Inforpress, a artista, que frequenta o ensino superior em música na Hungria, revelou como a Escola Pentagrama lhe abriu as portas e partilhou o desejo de fundir a formação clássica com a música tradicional cabo-verdiana.
O concerto, com foco na tradição da música cabo-verdiana, promove um diálogo geracional e coloca a jovem artista ao lado de nomes e grupos como o “Ano Nobo Quarteto +1”, Palinh e Polo Gomi, além dos amigos e colegas da Escola Pentagrama.
A artista explicou ainda que, apesar de o espectáculo incluir peças clássicas que merecem destaque, o foco principal será a música tradicional de Cabo Verde.
“A nossa cultura é basicamente música, essa é a nossa identidade e eu quero mostrar isso", afirmou Gabriela Rodrigues, que se definiu como “uma jovem que foi à universidade estudar música” porque é o que gosta de fazer.
A artista sublinhou que os planos traçados com o seu professor para este ano visam construir espectáculos ricos e directos para o formato de concerto.
Embora tenha focado grande parte do seu percurso na música clássica — estilo que considera predominante e essencial para a sua evolução —, Gabriela Rodrigues confessou uma preferência por tocar músicas “impressionistas”, algo que, segundo disse, faz mais sentido para o seu percurso.
No entanto, revelou que as suas ambições para o futuro passam pelo regresso às origens e pelo trabalho com a música de Cabo Verde, criando projectos originais que mantenham sempre viva a essência tradicional do país.
Questionada sobre o que representa a Escola Pentagrama no seu percurso — já que aos 16 anos, levada por uma amiga, escolheu as aulas de guitarra na instituição —, explicou que a música, ao longo dos anos, se transformou na sua paixão.
“A Escola Pentagrama abriu portas ao meu percurso musical e conseguiu projectar a minha carreira além-fronteiras. Representa, basicamente, as portas que se abriram para o meu futuro”, concluiu a artista, reiterando com orgulho que foi no Pentagrama que deu os seus primeiros passos na música.
Com um cartaz rico e representativo da diversidade cultural, o concerto de Setembro, conforme a artista, promete ser um marco na agenda cultural da ilha, alinhado com convidados de renome na música cabo-verdiana.
Mais do que uma simples apresentação, a noite do dia 02 desenha-se como uma ponte entre a herança dos mestres e a irreverência da nova vaga de estudantes de música em Cabo Verde.
O concerto servirá também de montra para o talento emergente, reforçando o compromisso da artista com a partilha pedagógica e a renovação geracional.
Para o público, fica a promessa de uma viagem sonora marcante, onde a tradição cabo-verdiana se cruza com novos arranjos e abordagens contemporâneas.
PC/HF
Inforpress/Fim
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