Fogo: Ministro destaca qualidade e potencial do hospital regional e aponta desafios na área de Neonatologia

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Fogo: Ministro destaca qualidade e potencial do hospital regional e aponta desafios na área de Neonatologia
20/06/25 - 01:19 pm

São Filipe, 20 Jun (Inforpress) - O ministro da Saúde destacou hoje a qualidade das instalações e dos serviços prestados no Hospital Regional São Francisco de Assis (HRSFA), que visitou, apesar de algumas áreas necessitarem de melhorias para optimizar o funcionamento.

Durante a visita aos diversos departamentos do hospital, acompanhado dos membros da direcção, Jorge Figueiredo elogiou a estrutura da unidade, considerando-a “muito boa, nova, bem conservada e com um nível de higiene altíssimo”.

A unidade está equipada com blocos operatórios, salas de cirurgia, serviços de Medicina Geral, Pediatria e consultórios que funcionam dentro dos padrões esperados para um hospital regional, referiu Jorge Figueiredo.

Considerou que a unidade tem sido “eficaz na resposta às solicitações” vindas de outros municípios, nomeadamente da ilha Brava, e desempenhado “um papel fundamental” na redução das transferências de doentes para a cidade da Praia, especialmente nos casos de obstetrícia e cirurgias gerais.

No entanto, Jorge Figueiredo apontou que a especialidade de Ortotraumatologia ainda representa um desafio e muitos casos precisam ser encaminhados para o Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia, embora não de forma urgente.

“Trata-se de uma transferência condicionada, feita com o doente estabilizado, o que exige melhorias nos serviços locais”, sugeriu, para se evitar essa diligência.

Entre os principais pontos a melhorar, o ministro destacou a necessidade de “maior articulação” entre o HRSFA e as delegacias de Saúde, sobretudo na recolha e no tratamento de análises clínicas.

“Com ligeiras alterações na gestão, é possível melhorar significativamente o funcionamento da unidade e dos serviços de saúde da ilha”, acrescentou.

Outro “ponto crítico”, assinalou, é o equipamento de mamografia, que está inoperante devido a problemas tecnológicos, apesar de considerar o equipamento de “extremamente importante” para a prestação de serviços de saúde da mulher.

Para Jorge Figueiredo, resolver o problema de mamografia pode ser uma prioridade, especialmente pela importância do exame no diagnóstico precoce do cancro da mama, mas lembrou que não é um problema hospitalar, mas sim um problema tecnológico.

Em relação à Unidade de Cuidados Neonatais, o ministro reconheceu a limitação de resposta do hospital, explicando que a Neonatologia deve ser centralizada em hospitais centrais e com melhores condições de atendimento especializado.

No entanto, defendeu a criação de uma pequena unidade neonatal no Fogo como alternativa provisória, destacando que há equipamentos disponíveis e pediatras que podem ser capacitados para esse atendimento.

Jorge Figueiredo apontou os avanços na área neonatal, destacando “a redução drástica na mortalidade” em bebês com baixo peso.

No Fogo, sintetizou, os bebês praticamente não nascem com baixo peso, porque as gestantes de risco são todas encaminhadas com muita antecedência para o hospital central onde ocorrem os partos.

“Há dez anos, a taxa de mortalidade era de quase 90%. Hoje, 97 em cada 100 crianças com baixo peso sobrevivem, o que demonstra o sucesso do nosso sistema quando há concentração de recursos e especialistas”, afirmou.

Depois de visitar as várias dependências do HRSFA, Jorge Figueiredo reuniu-se primeiro com o conselho da administração e depois com os funcionários.

No período da tarde tem programado visita a algumas clínicas privadas na cidade de São Filipe.

JR/AA

Inforpress/Fim

 

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