
São Filipe, 03 Fev (Inforpress) - Um memorando de entendimento e colaboração entre os ministérios das Comunidades e da Cultura e a Câmara Municipal de São Filipe foi assinado hoje, em São Filipe, para a criação do Museu da Diáspora na ilha do Fogo.
A assinatura do memorando que foi testemunhado pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva constitui um “passo histórico” para a valorização da emigração cabo-verdiana e da Região Fogo/Brava em particular.
Para o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, o Museu da Diáspora assume uma importância que ultrapassa o município e a ilha do Fogo, alcançando toda a Região Fogo/Brava e a vasta diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo, com particular destaque para a comunidade residente nos Estados Unidos da América.
Segundo o edil, o museu irá perpetuar, de forma indelével, o contributo de gerações de cabo-verdianos que emigraram em busca de melhores oportunidades e que, mais tarde, regressaram para contribuir para o desenvolvimento do país.
Nuías Silva sublinhou ainda o simbolismo do local escolhido, o Fortim Dona Carlota, considerado um dos edifícios mais antigos de Cabo Verde, cuja construção foi ordenada pelo Rei D. João VI em homenagem à esposa.
O espaço situa-se numa área historicamente ligada à partida de embarcações baleeiras que levaram consigo a esperança de emigração de muitos cabo-verdianos, especialmente das ilhas do Fogo e da Brava, referiu o edil.
A Câmara Municipal de São Filipe, na pessoa do seu presidente, compromete-se a honrar os compromissos assumidos, contribuindo para a criação de um museu de referência do ponto de vista museológico e museográfico, com forte componente material e imaterial, capaz de construir o acervo que contará a história da diáspora cabo-verdiana.
Por sua vez, a secretária de Estado das Comunidades, Vanuza Barbosa, considerou o momento como “especial e carregado de significado”, afirmando que a assinatura do memorando representa mais do que um acto administrativo.
Trata-se, segundo a mesma fonte, de um passo afectivo que aproxima a diáspora das suas raízes e reforça a identidade colectiva cabo-verdiana.
Vanuza Barbosa destacou a parceria entre os ministérios e a autarquia como um triângulo de colaboração, esperança e acção, capaz de gerar resultados concretos para as comunidades locais e para os cabo-verdianos além-fronteiras.
“Este será, sem dúvida, um instrumento vivo, capaz de gerar acções, mobilizar recursos, unir esforços e produzir resultados tangíveis para as comunidades locais e para os cabo-verdianos da nossa imensa diáspora”, sublinhou.
O Museu da Diáspora será concebido como um espaço de memória, estudo, preservação e comunicação da emigração cabo-verdiana, valorizando o seu património material e imaterial, através de actividades educativas, culturais e de investigação, reafirmando o papel central da diáspora na história e no desenvolvimento de Cabo Verde.
JR/ZS
Inforpress/Fim
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