
Sal Rei, 04 Mar (Inforpress) – O projecto de regeneração das Salinas de Sal Rei e criação de abrigos climáticos foi socializado hoje com um orçamento revisto de 320 mil contos, visando a recuperação ambiental e protecção contra as alterações climáticas.
A sessão de socialização, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Boa Vista, serviu para apresentar as características técnicas e as fases de execução da iniciativa, que é financiada pela Cooperação Luxemburguesa através do Ministério da Agricultura e Ambiente, no âmbito do Programa Acção Climática para Acção Local.
Em declarações à imprensa, a vereadora do Turismo e Cultura, Nádia Santos, explicou que a proposta inicial sofreu uma actualização significativa devido à visão estratégica da autarquia em abranger toda a área envolvente.
“O projecto foi seleccionado como piloto dentro do Plano Local de Acção Climática. O valor que inicialmente rondava os 90 milhões de escudos está agora fixado em 320 milhões, reflectindo a ambição de criar um espaço que combine preservação da biodiversidade, cultura, saúde e lazer”, afirmou a vereadora.
Segundo Nádia Santos, a primeira fase já conta com um financiamento garantido de cerca de 90 milhões de escudos, estando o arranque das obras previsto para o período entre Julho e Agosto, dependendo da avaliação técnica face à época das chuvas.
Por seu lado, o arquitecto responsável pelo projecto, Gercílio Lima, detalhou que a intervenção foca-se no resgate das antigas quadras de sal, que ocuparão 67 por cento (%) da área e os restantes 33% serão destinados a um “cinturão verde” e a abrigos climáticos, zonas de estar protegidas do sol e das intempéries para promover a qualidade de vida urbana.
“Estamos a utilizar materiais locais e não corrosivos, como a pedra e a madeira, dada a elevada salinidade da zona. O objectivo é manter o carisma ambiental e garantir que a manutenção seja a mínima possível”, sublinhou o arquitecto.
Já o consultor de impacto ambiental, Euclides Gonçalves, defendeu que este é um projecto para ser “replicado noutras zonas húmidas do país”, destacando a taxa de ocupação extremamente baixa, e que simultaneamente a obra deveria ser criada um viveiro de plantas para garantir a sustentabilidade da área verde.
A autarquia sublinhou ainda que, após a descontaminação biológica das salinas, o espaço poderá ser utilizado não só para o turismo e lazer, mas também para fins terapêuticos e de saúde.
O projecto final deverá ser entregue à Cooperação Luxemburguesa e ao Ministério da Agricultura e Ambiente ainda este mês, seguindo-se o lançamento do concurso público para a adjudicação da obra.
MGL/HF
Inforpress/Fim
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