
São Filipe, 10 Set (Inforpress) - A remoção do autocarro envolvido no acidente de 05 de Setembro, na estrada Chã das Caldeiras/Campanas de Cima, continua a ser um desafio devido à profundidade e às condições do local, estando em análise a desmontagem da viatura.
A informação foi avançada pelo presidente da Câmara de São Filipe, Nuias Silva, após a sua primeira visita ao espaço, que considerou “extremamente complexa” a situação do autocarro, localizado a uma profundidade superior a 30 metros, e explicou que a ilha não dispõe dos meios necessários para realizar a operação nas actuais condições.
Segundo o edil, o Gabinete de Crise já tentou mobilizar gruas para a operação, mas foram identificadas dificuldades relacionadas com o comprimento dos braços dos equipamentos e, sobretudo, com a necessidade de encontrar um ponto seguro para a instalação da grua e dos respectivos contrapesos.
“Temos que trabalhar em segurança e não foi possível”, afirmou Nuias Silva, acrescentando que está a ser analisada uma alternativa que passa pela desmontagem da viatura no próprio local.
A solução em estudo consiste em desmontar o autocarro e utilizar sistemas de alavancas e equipamentos de elevação para deslocar as diferentes partes até à superfície da estrada, onde poderão ser realizados os trabalhos necessários.
“Provavelmente, será aprovada pelo Gabinete de Crise e por outras entidades”, indicou o presidente da câmara, adiantando que deverá haver uma decisão nos próximos dias sobre a forma definitiva de retirar a viatura do local.
Nuias Silva alertou ainda para os riscos existentes na zona e apelou às comunidades e à população para evitarem deslocações ao local do acidente e destacou que a área já foi isolada pela Polícia Nacional.
A Câmara Municipal de São Filipe procedeu igualmente à desinfestação do espaço, enquanto continuam a ser avaliadas outras medidas de protecção da viatura e do local.
O autarca reconheceu que a cobertura do autocarro constitui também um desafio, tendo em conta as condições climáticas e as características do espaço onde a viatura se encontra.
A expectativa é que, uma vez definida e executada a operação de remoção, as partes do autocarro sejam colocadas na superfície para permitir a continuidade dos trabalhos de investigação e, posteriormente, a limpeza e desinfestação final do local.
JR/CP
Inforpress/Fim
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