
Espargos, Sal, 13 Set (Inforpress) – A 34.ª edição do festival de Santa Maria encerrou na manhã de hoje, marcada pela actuação que os festivaleiros classificaram como "arrebatadora" da brasileira Ludmilla e por espectáculos "memoráveis" dos Cabo Verde Show, Djodje, Dynamo e Hélio Batalha.
O segundo e último dia do certame musical começou já depois da meia-noite e meia, numa altura em que a plateia, constituída essencialmente por jovens, aguardava a artista brasileira desde às 22:30, hora inicialmente prevista para o seu espectáculo.
Apesar do atraso, a receptividade do público superou às expectativas. Ludmilla quase fez “estourar” o areal da Praia de Santa Maria e demonstrou surpresa ao perceber que as suas composições eram cantados em “coro afinadíssimo” pela multidão.
Acompanhada pela sua equipa de bailarinos, a cantora proporcionou uma hora e meia de actuação vibrante que compensou a espera dos festivaleiros. Contudo, no término da apresentação, a artista não prestou declarações à imprensa nem tirou fotografias com os milhares de fãs, dirigindo-se directamente do palco para a viatura que a aguardava.
Por volta das 03:00, o palco foi tomado pela "lendária" banda Cabo Verde Show. Ausentes deste festival desde 2018, os músicos brindaram o público selectivo com os maiores sucessos do seu repertório.
Manu Lima, um dos vocalistas do grupo, confessou a surpresa e a comoção com a recepção calorosa e o carinho demonstrado pelos espectadores na ilha do Sal.
Pelas 04:30, seguiu-se a actuação de Djodje, que encantou a moldura humana bem composta com as suas melodias românticas e ritmos marcantes.
Em declarações à imprensa no final do espectáculo, o cantor destacou que actuações na praia de Santa Maria são habituais na sua carreira, mas ressalvou que “cada espectáculo é único”, sublinhando que o facto de ser a primeira vez a pisar o palco como artista a solo torna a experiência ainda mais especial.
Já com o sol a raiar na praia de Santa Maria, por volta das 07:00, o artista da casa Dynamo subiu ao palco perante um público fiel que o clamava e aguardava com entusiasmo.
Ao encerrar o concerto, o músico expressou a sua gratidão, afirmando ser “sempre bom actuar em casa” e salientando que o carinho do público, após tantas dificuldades, é extremamente gratificante.
A recta final da 34.ª edição do evento esteve a cargo do 'rapper' Hélio Batalha, cujo ‘hip-hop’ crioulo atraiu novamente os festivaleiros que já se encontravam mais afastados do recinto.
As cortinas do festival foram definitivamente fechadas pelo colectivo de ‘hip-hop’ do Sal, num fecho de festa em que o público atribuiu uma nota "francamente positiva" ao certame.
NA/CP
Inforpress/Fim
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