
Cidade da Praia, 27 Nov (Inforpress) - O presidente da Federação Cabo-verdiana de Boxe negou hoje qualquer irregularidade na filiação da modalidade ou admissão de corrupção pela IBA, e assegurou que Cabo Verde já submeteu a pré-inscrição ao “World Boxing”.
O dirigente sublinhou que as declarações da presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC) sobre a filiação da federação e sobre o funcionamento da Associação Internacional de Boxe (IBA, sigla inglesa) não correspondem à realidade e rejeitou igualmente que a IBA tenha admitido qualquer caso de corrupção.
O dirigente explicou que a polémica sobre a corrupção surgiu nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando a entidade ainda chamava AIBA, e referiu que a situação nasceu de questões internas no boxe ligadas a decisões tomadas no âmbito olímpico.
Mencionou também que a partir desse período ocorreu uma separação entre IBA e Comité Olímpico Internacional (COI), da qual resultou a criação recente de uma nova estrutura, hoje conhecida como “World Boxing”.
O responsável assegurou que Cabo Verde já se encontra pré-inscrito e que o processo decorre com a autorização da IBA.
“Já fizemos a pré-inscrição e enviámos os documentos para a IBA, para o COI e para o ‘World Boxing’”, declarou à Inforpress.
Sobre a afirmação de que o pugilista David Pina, medalha de bronze olímpica em Paris2024, poderia perder a bolsa, o presidente federativo asseverou que entregou os documentos pedidos pelo COC e que sempre facilitou o processo relativamente ao atleta.
Reforçou que a federação continua filiada na IBA, que, segundo disse, tem dado apoio à modalidade em Cabo Verde.
O presidente acrescentou que a Federação Cabo-verdiana de Boxe não pode abandonar a IBA, porque garante o suporte necessário e criticou o facto de existirem instituições e sectores que, no seu entender, se concentram em criar dificuldades em vez de contribuir para o desenvolvimento da modalidade.
Sublinhou que a estrutura federativa trabalha de forma voluntária e que pensa nos atletas todos os dias, preparando gerações para futuros ciclos olímpicos de 2032, 2036 e 2040.
“Nós pensamos nos atletas todos os dias (…) somos voluntários e fazemos tudo para apoiar os jovens que praticam boxe sem terem praticamente nada”, concluiu.
KF/SR//AA
Inforpress/Fim
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