
São Filipe, 05 Mar (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe defendeu hoje a necessidade de despertar o tecido empresarial da ilha para aproveitar as oportunidades e potencialidades de desenvolvimento voltadas para o turismo e valorização da produção local.
Esta posição do foi manifestada por Nuías Silva na sequência da apresentação de um estudo realizado no âmbito do projecto Destino Fogo, implementado pela organização COSPE, que analisa o potencial dos sectores produtivos locais ligados à transformação agro-alimentar e ao artesanato para o mercado turístico.
Segundo Nuías Silva, a edilidade tem plena consciência da importância do trabalho desenvolvido no quadro do projecto e do estudo apresentado, sublinhando que a autarquia pretende assumir um papel activo na promoção das suas recomendações junto do Governo e de outras entidades parceiras.
Nuías Silva considerou, no entanto, que para que os resultados deste trabalho se traduzam em impacto real na economia local, é essencial que o sector privado da ilha se mobilize e aproveite o ecossistema de oportunidades que está a ser criado por instituições públicas e organizações da sociedade civil.
Segundo o edil, foram produzidos documentos e instrumentos estratégicos que devem ser apropriados pelo sector empresarial, cabendo agora aos empresários do Fogo organizarem-se para tirar proveito dessas ferramentas e participar mais activamente no processo de desenvolvimento económico da ilha.
Nesse sentido, Nuías Silva destacou a importância de promover a união do sector privado em torno da criação de uma associação empresarial foguense, uma estrutura que poderá vir a ser registada na Câmara de Comércio de Sotavento, mas que serviria como plataforma de diálogo com as câmaras municipais e com o Governo para definir e defender a agenda de desenvolvimento da ilha.
Para Nuías Silva, a organização e o fortalecimento do empresariado local serão determinantes para que o Fogo consiga aproveitar, plenamente, as oportunidades associadas ao turismo, à valorização dos produtos locais e ao dinamismo económico que se pretende promover.
O autarca manifestou ainda confiança no potencial da ilha e na capacidade dos seus habitantes e da diáspora para impulsionar esse processo.
Na sua perspectiva, com trabalho conjunto e visão estratégica, será possível, nos próximos cinco a dez anos, transformar o Fogo numa ilha de referência nacional, mais atractiva para viver, trabalhar e investir.
O objectivo, acrescentou, é construir uma economia local mais forte e dinâmica, capaz de gerar maior rendimento para a população e posicionar o Fogo como uma ilha rica e com uma renda “per capita” média igual a de outros destinos.
JR/HF
Inforpress/Fim
Partilhar