
Cidade da Praia, 01 Abr (Inforpress) - O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, destacou hoje as vantagens da proposta de alteração à lei sobre a poluição sonora, lamentando, contudo, a falta de quórum que impediu a reunião da primeira comissão especializada do parlamento.
Em declarações à imprensa, o governante afirmou que o executivo estava disponível para discutir e concluir a aprovação na especialidade do diploma, considerado “importante” para o país, mas viu o processo adiado devido à ausência de deputados.
Segundo explicou, a proposta visa reforçar o regime jurídico da poluição sonora, em vigor desde 2013, introduzindo melhorias que permitam maior eficácia na sua aplicação, controlo e prevenção.
“A alteração vai trazer um quadro legal mais robusto, que permitirá melhor controlo da poluição sonora, em benefício da qualidade de vida dos cidadãos e da saúde pública”, sublinhou.
Entre as principais novidades, o ministro apontou a clarificação dos critérios de incomodidade provocada pelo ruído, bem como a definição mais precisa das competências das entidades fiscalizadoras, como câmaras municipais e Polícia Nacional, eliminando sobreposições e lacunas.
A proposta introduz ainda parâmetros mais objectivos para avaliar a poluição sonora, reduzindo a subjectividade, além de reforçar os mecanismos de fiscalização e prevenção.
Gilberto Silva salientou também a inclusão da vertente de educação e sensibilização ambiental, com o objectivo de promover mudanças de comportamento na sociedade em relação ao ruído.
Quanto às sanções, indicou que as coimas continuarão a existir, mas defendeu que devem ser aplicadas como último recurso, privilegiando-se a prevenção.
O diploma abrange diversas fontes de ruído, incluindo actividades industriais, zonas residenciais, transportes públicos e equipamentos sonoros portáteis.
O ministro manifestou esperança na aprovação da lei ainda nesta legislatura, apelando aos deputados para viabilizarem o processo, considerando que se trata de um instrumento essencial para o bem-estar da população.
LC/CP
Inforpress/Fim
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