Fábrica chinesa alerta para importância do controlo da contaminação do algodão africano

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Fábrica chinesa alerta para importância do controlo da contaminação do algodão africano
15/09/26 - 03:38 pm

Wuxi, China, 15 Set (Inforpress) – O subdirector de vendas da Wuxi N.º 1 Cotton Textile Group, Julian Zhu, alertou hoje para a necessidade de os países africanos reforçarem o controlo da contaminação do algodão, face às exigências dos mercados europeus.

O responsável falava aos jornalistas africanos participantes na segunda edição de 2026 do China International Press Communication Center (CIPCC), que iniciaram segunda-feira, 14, uma visita à província de Jiangsu, onde conhecerão quatro cidades e acompanharão experiências de desenvolvimento industrial e tecnológico da região chinesa.

Durante a visita à Wuxi N.º 1 Cotton Textile Group, em Wuxi, os jornalistas conheceram o processo de produção de fio de algodão de uma empresa fundada em 1919, com mais de um século de actividade no sector têxtil.

A unidade tem apostado na modernização tecnológica e na produção inteligente, recorrendo a tecnologias digitais e sensores para acompanhar o processo de produção.

“Eu acredito que os países africanos farão tudo o que puderem para melhorar esta qualidade relativamente à contaminação”, afirmou Julian Zhu, referindo que alguns clientes do mercado europeu precisam de algodão proveniente de África.

O responsável explicou que fibras de cabelo e outras fibras estranhas podem entrar no algodão e afectar a qualidade do produto, sobretudo quando este é utilizado na produção de roupa branca.

Segundo Julian Zhu, o controlo da contaminação deve ser assegurado desde a apanha do algodão até ao processo de descaroçamento, com recurso a maquinaria adequada para controlar e eliminar elementos contaminantes.

O responsável destacou ainda a importância de manter uma qualidade semelhante entre diferentes lotes de algodão, uma vez que as fibras são posteriormente misturadas para a produção de fio.

Sobre a automatização, explicou que a modernização das linhas de produção permite reduzir a necessidade de mão de obra e os custos de produção, num contexto de forte concorrência internacional, nomeadamente, de países como a Índia e o Paquistão, onde os custos laborais são mais baixos.

A fábrica utiliza, igualmente, tecnologias inteligentes e digitalizadas para acompanhar a qualidade da produção desde as primeiras etapas até à fase final.

Questionado sobre o nível tecnológico da empresa, Julian Zhu afirmou que a fábrica ainda não atingiu a indústria 4.0, mas está próxima desse nível e continua a trabalhar para modernizar os equipamentos.

“Se quiser sobreviver num mercado competitivo”, afirmou, é necessário continuar a investir em tecnologia e modernização.

A visita à província de Jiangsu integra o programa de intercâmbio e formação jornalística China International Press Communication Center (CIPCC) 2026, que reúne jornalistas de diferentes regiões do mundo para conhecerem, através de visitas e reportagens, aspectos do desenvolvimento económico, tecnológico, cultural e social da China.

TC/HF

Inforpress/Fim

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