Exposição "Arquitectura Prometida" abre debate sobre obras públicas e arquitectura moderna em Cabo Verde

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Exposição "Arquitectura Prometida" abre debate sobre obras públicas e arquitectura moderna em Cabo Verde
01/04/25 - 08:54 pm

Cidade da Praia, 01 Abr (Inforpress) – Uma exposição itinerante intitulada "Arquitectura Prometida" foi inaugurada hoje, na Praia, visando fomentar um debate sobre as obras públicas em Cabo Verde, enquanto “objecto historiográfico essencial para a compreensão da arquitectura moderna”.

A exposição "Arquitectura Prometida – Uma Aproximação aos Arquivos das Obras Públicas em Cabo Verde" aborda a obra arquitectónica de Pedro Gregório e está a ser organizada no âmbito do doutoramento de Hugo Lopes em Patrimónios de Influência Portuguesa que desenvolve na Universidade de Coimbra.

Segundo este arquitecto e curador da exposição, o evento propõe explorar o impacto das obras públicas na formação do espaço urbano e na identidade arquitectónica cabo-verdiana.

O intuito, acrescentou, é partilhar a fase inicial da pesquisa que está em andamento e levar à reflexão sobre o papel da arquitectura pública e as questões políticas, sociais e culturais envolvidas neste processo.

“No fundo, o que a exposição pretende fazer é criar um debate à volta do tema das obras públicas, que é um objecto historiográfico, na minha opinião, bastante fértil, para descortinarmos algumas das questões ligadas à arquitectura moderna, não só a nível político, social, mas também cultural”, explicou.

A mostra tem um carácter itinerante, tendo iniciado em Coimbra, Portugal, passado por Mindelo e termina agora na Praia, cidade onde o arquitecto Pedro Gregório deixou um “legado marcante”.

“Parece-me que ele é um actor fundamental se quisermos discutir a arquitectura moderna e o papel que tem em Cabo Verde na segunda metade do século XX. Para além de ele ser o primeiro arquitecto de Cabo Verde, ele tem uma vasta obra, que já foi estudada por alguns investigadores e arquitectos”, sublinhou.

Entre as obras expostas, avançou, estão projectos habitacionais, construções realizadas por brigadas de estradas e as obras públicas das décadas de 1950 a 1974.

Estará patente até o dia 15 no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e promove também um ciclo de mesas redondas que visa estimular a discussão crítica sobre a arquitectura pública e o arquivo de obras no país.

ET/HF

Inforpress/Fim

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