Escutismo cabo-verdiano vive fase de recuperação após impactos da pandemia – afirma Jailson Monteiro

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Escutismo cabo-verdiano vive fase de recuperação após impactos da pandemia – afirma Jailson Monteiro
20/11/25 - 12:31 pm

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) –  A Associação dos Escuteiros de Cabo Verde (AECV) encontra-se numa “boa fase de recuperação” depois dos impactos da pandemia da covid-19, que levou ao encerramento das actividades em 2020 e à perda de agrupamentos e jovens.

A afirmação é do membro do Conselho Nacional, Jailson Monteiro, que explicou que o movimento foi obrigado a suspender todas as actividades durante quase um ano, período em que vários agrupamentos deixaram de funcionar e muitos jovens não foram recuperados.

“Já reabrimos uma boa parte dos nossos agrupamentos e estamos em processo de recuperar mais, mas consigo dizer que estamos numa boa fase”, garantiu, asseverando que a organização possui uma boa capacidade de engajamento e envolvimento dos jovens que, inclusive, tem trabalhado em vários projectos. 

Antes da pandemia, segundo Jailson Monteiro, a AECV contava com nove agrupamentos activos, três em Santo Antão, três na Praia, um em Assomada, um em São Domingos e um no Tarrafal.

Em 2024 e 2025, a associação conseguiu recuperar um agrupamento em Santo Antão, dois na capital, também em São Domingos, estando outros em fase de reactivação, incluindo no Tarrafal.

O dirigente reconheceu, contudo, que a associação enfrenta dificuldades para atrair voluntários, agravadas pela emigração e pela saída de jovens dirigentes para estudos superiores.

“O escutismo trabalha os jovens, não para si, mas para que os jovens possam ser úteis para a sociedade e consigam ser realizados, consigam viver o seu sonho, a sua vocação e consigam ter um papel construtivo na sociedade”, sublinhou.

Para responder a este desafio, disse que a AECV concluiu, recentemente, a revisão do quadro institucional e está a implementar um novo plano de comunicação e "rebranding", além de desenvolver políticas essenciais, como a política de escutismo seguro alinhada à estratégia mundial “Safe From Harm” (A Salvo do Perigo – em português).

A organização trabalha, igualmente, na elaboração da política de Programa de Jovens e da política para adultos no escutismo, documentos que pretendem modernizar o movimento e adaptá-lo às necessidades das novas gerações.

Para Jailson Monteiro, a actualização constante é indispensável, uma vez que o escutismo tem de acompanhar a evolução da sociedade, lamentando, porém, que o escutismo tenha perdido visibilidade pública e defende maior reconhecimento institucional.

Jailson Monteiro considerou que o Governo e as autarquias podem desempenhar um papel crucial, começando pelo reconhecimento formal da relevância do movimento e pelo apoio às organizações e agrupamentos, sobretudo, em termos financeiros e logísticos.

“Falta-nos uma função do escutismo como algo que nós queremos usá-los para uma maior educação das nossas crianças e prepará-los para o próprio futuro”, advertiu, realçando que o escutismo tem ferramentas importantes e que consegue ajudar as crianças e jovens a adquirirem e a terem um maior potencial.

LT/HF

Inforpress/Fim

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