
Lisboa, 26 Out (Inforpress) – O escritor e ensaísta cabo-verdiano José Luís Hopffer C. Almada destaca a sua participação no processo de padronização da escrita da língua cabo-verdiana, nomeadamente na elaboração do Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano (Alupec).
O autor integrou, em 1993/1994, o Grupo para a Padronização do Alfabeto Cabo-Verdiano, que elaborou o Alupec, aprovado a título experimental por decreto-lei do Governo cabo-verdiano, em 1998.
O alfabeto viria a adquirir o estatuto oficial de Alfabeto Cabo-Verdiano, também por decreto-lei, em 2009, num processo que marcou o percurso de reconhecimento e valorização da escrita da língua nacional.
Para José Luís Hopffer Almada, a padronização da escrita constitui uma dimensão importante da afirmação cultural cabo-verdiana, por permitir desenvolver instrumentos de expressão e de produção de conhecimento na língua do país.
A sua participação neste processo enquadra-se numa reflexão mais ampla sobre a identidade nacional, a crioulidade e as relações históricas e culturais entre Cabo Verde e África.
O escritor defende que a valorização da língua cabo-verdiana deve acompanhar o reconhecimento da especificidade histórica e cultural do arquipélago, sem desvalorizar as suas raízes africanas.
A discussão sobre a língua e a sua escrita integra, assim, um debate mais vasto sobre a identidade nacional e o lugar da cultura cabo-verdiana no espaço atlântico e africano.
A intervenção de José Luís Hopffer Almada nesta área cruza-se com o seu percurso literário, ensaístico e cívico, marcado pela participação em iniciativas de promoção da literatura e da cultura cabo-verdianas.
Escritor, jurista e ensaísta, nascido em 09 de Dezembro de 1960, em Quelém/Pombal, no concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, participou na fundação do Movimento Pró-Cultura, em 1986, e da Associação dos Escritores Cabo-Verdianos, em 1989.
JMV/CP
Inforpress/Fim
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