
Praia, 26 Out (Inforpress) – A filha do recém-falecido geólogo Alberto Mota Gomes, Ana Mota Gomes, disse hoje, na Praia, que assumir a liderança da fundação criada pelo pai representa tanto uma missão familiar como um compromisso com a sociedade cabo-verdiana.
Em entrevista à Inforpress, a partir de Coimbra (Portugal), onde reside actualmente, Ana Mota Gomes afirmou que a sua decisão é cumprir a promessa de dar continuidade à instituição, respondendo assim a um pedido que o pai lhe fizera em vida, em 2017, por ocasião da celebração dos seus 40 anos.
Conforme indicou, assume a presidência da Fundação Mota Gomes com o objectivo de alargar as áreas de intervenção da instituição e reforçar o seu contributo para o desenvolvimento da sociedade cabo-verdiana.
“Honrar o enorme legado de Mota Gomes” constitui, segundo a presidente da Fundação, uma das suas principais responsabilidades, tendo como propósito preservar a visão do pai de cuidar da comunidade, marcar a diferença na vida das pessoas e contribuir para o desenvolvimento das ilhas.
Para garantir a continuidade dos ideais, valores e objectivos que estiveram na origem da fundação, Ana Mota Gomes pretende agregar cidadãos com espírito altruísta e vontade de contribuir para o desenvolvimento comunitário.
Ana Mota Gomes considerou que os ensinamentos do pai, particularmente a ética, a resiliência perante os desafios e a capacidade de produzir impacto social real, deverão orientar a sua actuação à frente da instituição.
Relativamente à situação actual da Fundação, explicou que a instituição desenvolveu, durante pelo menos oito anos, trabalhos científicos e relatórios técnicos na área das Geociências, que constituiu o seu principal domínio de actuação.
Reconheceu que a instituição já dispõe de alguns recursos financeiros, humanos e materiais, mas considerou necessário reforçar as condições para assegurar a sustentabilidade financeira e a capacidade operacional da Fundação.
Entre as medidas previstas, apontou a prestação de serviços, a formalização de parcerias com o sector privado e a candidatura a fundos públicos ou a apoios institucionais.
A nova estratégia deverá também incluir mecanismos de governação e fiscalização, nomeadamente, a revisão dos estatutos e a criação de um conselho fiscal, responsável por acompanhar auditorias financeiras e de gestão.
Quanto ao papel que pretende atribuir à Fundação na promoção do desenvolvimento social, cultural e humano de Cabo Verde, Ana Mota Gomes defendeu que as novas áreas de intervenção poderão assumir uma função catalisadora, complementando as iniciativas dos sectores público e privado.
A intenção, sublinhou, é contribuir para uma melhor resposta aos problemas da comunidade, mantendo vivo o legado de Mota Gomes e adaptando a instituição aos desafios actuais e às necessidades de desenvolvimento do país.
Ana Mota Gomes é médica especialista em Medicina do Trabalho e com Competência Clínica em Medicina de Urgência e Emergência. Actualmente exerce funções de directora clínica e médica do Trabalho da Meivcore Group.
LC/HF
Inforpress/Fim
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