
Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – O treinador da Selecção Cabo-verdiana de Futebol, Pedro Leitão Brito, conhecido por “Bubista”, eleito, esta quarta-feira, 19, treinador do ano em África, na gala CAF Awards 2025, dedicou hoje, na Praia, o prémio ao povo cabo-verdiano.
Bubista falava em declarações à imprensa, no final do encontro com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.
O seleccionador nacional afirmou estar “extremamente satisfeito e orgulhoso”, sublinhando que, embora seja um prémio individual, entende-o como profundamente colectivo.
“É um prémio individual, mas para mim ele é mais do que individual, ele é muito colectivo. Demonstra aquilo que fizemos como equipa técnica, staff, jogadores, federação e mesmo o nosso povo, tanto dentro como na diáspora. Estiveram sempre connosco. Daí que este prémio é de todos nós”.
O treinador destacou que o galardão simboliza a identidade cabo-verdiana e o percurso feito com determinação, apesar das dificuldades.
“É um prémio do nosso povo pelo que representamos e pela nossa vivência. Trabalhamos com muitas dificuldades para conseguir as coisas e este prémio demonstra a nossa identidade como povo. Fui eu que o recebi, mas é de todos nós”, afirmou.
Bubista lembrou ainda que esta é a maior distinção continental atribuída a um treinador africano, ressaltando que o seu percurso pode servir de inspiração.
“Se eu consegui sair de Cabo Verde, qualquer pessoa, em qualquer parte, desde que trabalhe com humildade e atitude correctas, vai conseguir chegar lá”, disse.
O técnico aproveitou também para agradecer o apoio recebido ao longo do processo de qualificação, destacando o papel do primeiro-ministro, que sempre apoiou a selecção e foi “determinante nos últimos jogos, sobretudo nas difíceis questões logísticas de viagens no continente africano”.
Apesar da celebração, Bubista frisou que o foco volta rapidamente à preparação para o Mundial 2026. O sorteio aproxima-se, e a equipa técnica pretende organizar desde já todo o plano de trabalho rumo à competição.
Sobre a presença histórica na Copa do Mundo, o seleccionador deixou uma mensagem aos cabo-verdianos
“A Copa do Mundo deve ser festejada como um título que conseguimos. Vamos estar num nível em que poderemos dignificar o nosso país da melhor maneira e esperamos reunir todas as condições para mostrar a nossa cabo-verdianidade”, disse.
TC/HF
Inforpress/Fim
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