
Assomada, 03 Jun (Inforpress) – O chefe do Departamento de Ciências da Educação, Filosofia e Letras da Universidade de Santiago, Luís Rodrigues, defendeu que as instituições de ensino devem acompanhar a evolução tecnológica para evitar um desfasamento em relação à sociedade.
A posição foi manifestada em declarações à Inforpress, à margem das Semanas Departamentais da Universidade de Santiago, que decorrem até 06 de Junho, no campus de Assomada, e incluem debates sobre os desafios da inteligência artificial no ensino.
Segundo o docente, a crescente utilização de ferramentas como o ChatGPT, Gemini e outras plataformas digitais veio transformar a forma como as pessoas acedem à informação e produzem conhecimento, impondo novos desafios ao sistema educativo.
Para Luís Rodrigues, ignorar esta realidade pode afastar a escola das dinâmicas da sociedade contemporânea.
“Acho que se a escola ficar fechada às tecnologias, estará errada porque a sociedade não ficará”, afirmou, defendendo uma maior abertura à inovação por parte das instituições de ensino.
Considerou ainda que o ensino superior deve assumir um papel de liderança neste processo, promover a inovação e integrar as novas tecnologias nas práticas pedagógicas.
Apesar das oportunidades oferecidas pela inteligência artificial, reconheceu a existência de desafios relacionados com a autoria dos conteúdos produzidos e com o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes.
Segundo explicou, a facilidade com que estas ferramentas geram resumos, respostas e conteúdos em poucos segundos levanta questões sobre os processos de aprendizagem e construção do conhecimento.
Ainda assim, considerou que a inteligência artificial pode representar um “importante” apoio para docentes e alunos, desde a preparação das aulas à pesquisa de informação e à criação de materiais pedagógicos.
Neste sentido, apelou ao uso “ético e responsável” destas ferramentas, e sublinhou que a tecnologia deve complementar, e não substituir, o papel humano no processo educativo.
“A inteligência artificial facilita-nos muitas tarefas, mas temos que ser éticos e temos que ter sempre o lado humano. Ela não nos substitui, é um apoio valiosíssimo”, concluiu.
DV/ZS
Inforpress/Fim
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