Docente defende que escolas devem estar abertas e na vanguarda da inovação tecnológica

Inicio | Sociedade
Docente defende que escolas devem estar abertas e na vanguarda da inovação tecnológica
03/06/26 - 03:17 pm

Assomada, 03 Jun (Inforpress) – O chefe do Departamento de Ciências da Educação, Filosofia e Letras da Universidade de Santiago, Luís Rodrigues, defendeu que as instituições de ensino devem acompanhar a evolução tecnológica para evitar um desfasamento em relação à sociedade.

A posição foi manifestada em declarações à Inforpress, à margem das Semanas Departamentais da Universidade de Santiago, que decorrem até 06 de Junho, no campus de Assomada, e incluem debates sobre os desafios da inteligência artificial no ensino.

Segundo o docente, a crescente utilização de ferramentas como o ChatGPT, Gemini e outras plataformas digitais veio transformar a forma como as pessoas acedem à informação e produzem conhecimento, impondo novos desafios ao sistema educativo.

Para Luís Rodrigues, ignorar esta realidade pode afastar a escola das dinâmicas da sociedade contemporânea.

“Acho que se a escola ficar fechada às tecnologias, estará errada porque a sociedade não ficará”, afirmou, defendendo uma maior abertura à inovação por parte das instituições de ensino.

Considerou ainda que o ensino superior deve assumir um papel de liderança neste processo, promover a inovação e integrar as novas tecnologias nas práticas pedagógicas.

Apesar das oportunidades oferecidas pela inteligência artificial, reconheceu a existência de desafios relacionados com a autoria dos conteúdos produzidos e com o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes.

Segundo explicou, a facilidade com que estas ferramentas geram resumos, respostas e conteúdos em poucos segundos levanta questões sobre os processos de aprendizagem e construção do conhecimento.

Ainda assim, considerou que a inteligência artificial pode representar um “importante” apoio para docentes e alunos, desde a preparação das aulas à pesquisa de informação e à criação de materiais pedagógicos.

Neste sentido, apelou ao uso “ético e responsável” destas ferramentas, e sublinhou que a tecnologia deve complementar, e não substituir, o papel humano no processo educativo.

“A inteligência artificial facilita-nos muitas tarefas, mas temos que ser éticos e temos que ter sempre o lado humano. Ela não nos substitui, é um apoio valiosíssimo”, concluiu.

DV/ZS

Inforpress/Fim

Partilhar