Transferências da diáspora ganham novas alternativas no mercado cabo-verdiano

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Transferências da diáspora ganham novas alternativas no mercado cabo-verdiano
16/06/26 - 01:01 pm

Cidade da Praia, 16 Jun (Inforpress) – O mercado cabo-verdiano de transferências internacionais ganhou novas alternativas para o envio de remessas da diáspora, uma evolução que, segundo operadores do sector, poderá reduzir custos, reforçar a concorrência e aumentar a entrada formal de divisas.

As perspectivas foram avançadas hoje, na cidade da Praia, durante a apresentação de uma parceria entre o Ecobank Cabo Verde e a Ria Money Transfer que visa alargar as opções disponíveis para os cabo-verdianos residentes no exterior e para as famílias que recebem apoio financeiro dos emigrantes.

Em declarações à imprensa, o responsável de Remessas do Ecobank Cabo Verde, Nilton Garcia, afirmou que o mercado tem registado novas tendências e exigências por parte dos utilizadores, tornando necessária a diversificação dos serviços disponíveis.

Segundo o mesmo, a introdução de novas soluções de transferência permite aos clientes escolherem os serviços mais adequados às suas necessidades, ao mesmo tempo que incentiva uma maior competitividade entre os operadores.

“A Ria vai trazer diversidade e poder de escolha para os cabo-verdianos, sobretudo para as famílias que dependem das remessas, através de uma solução tecnológica moderna, integrada e com tarifas competitivas”, afirmou.

De acordo com o responsável, a rede da Ria está presente nos principais corredores migratórios de Cabo Verde, incluindo Portugal, Estados Unidos da América e França, países de onde provêm grande parte das remessas enviadas para o arquipélago.

Por sua vez, o director-geral da Ria para África, Hadji Malick, considerou que o aumento da concorrência no sector poderá beneficiar directamente os utilizadores, através da redução dos custos associados às transferências internacionais.

“Os preços para enviar dinheiro para Cabo Verde serão menos caros devido à concorrência e isso representa uma oportunidade para os cabo-verdianos transferirem recursos a custos mais baixos, ao mesmo tempo que aumenta a entrada de divisas no país por vias formais”, declarou.

O responsável indicou ainda que cerca de 80 por cento (%) das remessas recebidas anualmente por Cabo Verde têm origem em Portugal, Estados Unidos e França, salientando que a empresa está igualmente presente noutros países com forte presença da comunidade cabo-verdiana, como Luxemburgo, Bélgica, Alemanha e Angola.

Além da redução dos custos, Hadji Malick defendeu que o reforço dos canais formais de transferência poderá contribuir para combater a informalidade e melhorar o acompanhamento dos fluxos financeiros provenientes da diáspora.

As remessas dos emigrantes continuam a desempenhar um papel importante na economia cabo-verdiana, constituindo uma das principais fontes de rendimento para milhares de famílias em todo o país.

CM/HF

Inforpress/Fim

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