São Vicente: ERIS aponta acesso a medicamentos como principal desafio da regulação farmacêutica em Cabo Verde

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São Vicente: ERIS aponta acesso a medicamentos como principal desafio da regulação farmacêutica em Cabo Verde
16/06/26 - 07:28 pm

Mindelo, 16 Jun (Inforpress) - A dependência do país da importação de medicamentos e os efeitos da conjuntura internacional constituem os principais desafios da regulação farmacêutica, exigindo monitorização permanente do mercado para garantir o acesso da população aos produtos de saúde.

As declarações foram feitas pela directora da Regulação Farmacêutica da Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), Ester Oliveira, durante um encontro com operadores farmacêuticos da zona Norte, iniciativa que teve como objectivo recolher subsídios e conhecer os principais desafios enfrentados pelos intervenientes do sector.

À imprensa, Ester Oliveira apontou o acesso a medicamentos como um dos maiores desafios enfrentados pelo sector farmacêutico em Cabo Verde, devido à forte dependência das importações e às actuais condicionantes do mercado internacional.

Segundo a mesma fonte, o país depende “significativamente” da importação para o abastecimento do mercado nacional de medicamentos, realidade que torna mais complexa a garantia de acesso contínuo aos produtos essenciais de saúde.

“Um dos principais desafios é garantir o acesso a medicamentos, principalmente neste momento em que a própria conjuntura internacional também acaba por ter um impacto negativo. Manter o acesso a todos os medicamentos necessários acaba por ser um desafio para a entidade reguladora e para todo o sector”, afirmou.

Para responder a estes constrangimentos, a ERIS, conforme a directora, tem apostado na monitorização permanente do mercado farmacêutico, acompanhando a disponibilidade dos medicamentos e adoptando medidas sempre que necessário.

“Daí a implementação de algumas estratégias específicas a nível da monitorização do mercado, por forma a acompanhar a situação do país e actuar quando há necessidade”, explicou Ester Oliveira.

Aquela responsável acrescentou que a actuação da entidade passa também pelo trabalho articulado com os responsáveis pela colocação dos medicamentos no mercado cabo-verdiano e pela divulgação de informações dirigidas aos profissionais de saúde, operadores e utentes.

“Seja junto dos responsáveis pela colocação dos medicamentos no país, seja também divulgando informações necessárias para a gestão da terapêutica aos operadores, aos profissionais e aos próprios utentes”, sublinhou.

Em relação ao encontro da tarde de hoje, enquadra-se num conjunto de sessões de auscultação e interacção com entidades reguladas e parceiras da região norte, realizados de 15 a 27 sob o tema “ERIS em Diálogo: Escutar para melhor Regular”.

De acordo com Ester Oliveira, a aproximação aos operadores é “fundamental” para que a entidade reguladora possa ajustar as suas estratégias e responder de forma mais eficaz às necessidades do mercado.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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