Dia do Trabalhador: Ambiente laboral continua a ser de muitos problemas apesar de alguns ganhos - Siscap

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Dia do Trabalhador: Ambiente laboral continua a ser de muitos problemas apesar de alguns ganhos - Siscap
01/05/26 - 05:07 pm

Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress) – O presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (Siscap), Eliseu Tavares, afirmou hoje que o ambiente laboral em Cabo Verde continua marcado por desafios e incumprimentos da lei, apesar de reconhecer alguns ganhos.

Eliseu Tavares falava à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional do Trabalhador, assinalado hoje, tendo apontado o problema salarial como o maior desafio dos trabalhadores cabo-verdianos.

“Aliás, a saída de mão-de-obra que estamos a vivenciar neste momento é uma consequência clara da desvalorização do salário do trabalhador”, sustentou.

O presidente do Siscap acrescentou que o ambiente laboral no país continua marcado por “problemas e incumprimentos da lei” por parte de alguns empregadores.

Entretanto, reconheceu ganhos resultantes, conforme salientou, da acção sindical, nomeadamente nos sectores da saúde e na actualização de carreiras.

O também coordenador da Plataforma Unir e Resgatar a UNTC-CS aproveitou para apelar à união e ao resgate do 1.º de Maio em prol de todos os trabalhadores.

“Porque, infelizmente, o trabalhador, hoje, quando pensa no primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, pensa, em primeiro lugar, em festividades. E é preciso fazer esse resgate”, afirmou, justificando que este ano, tendo em conta a situação política do país, no ambiente da campanha eleitoral, não quiseram preparar uma acção sindical de rua.

Por outro lado, Eliseu Tavares explicou que as actividades que os sindicatos que representa têm realizado neste dia, como manifestação, têm registado adesão aquém das expectativas.

“Porque o 1.º de Maio está capturado, podemos dizer assim, principalmente por muitas entidades empregadoras que aliciam os trabalhadores com passeios, por exemplo. E infelizmente, os trabalhadores têm caído nessa tentação”, lamentou.

O dirigente criticou ainda o facto de as centrais sindicais pautarem pela ausência nas celebrações do 1.º de Maio, sem nenhum apelo à união.

Eliseu Tavares defendeu que no 1.º de Maio o trabalhador devia ser o principal actor, ainda que fosse para valorizar, celebrar a memória daqueles que lutaram, perderam a vida, para que hoje houvesse mais e melhores condições de trabalho.

O Dia Internacional do Trabalhador assinala-se em homenagem às lutas laborais iniciadas em 1886, em Chicago (Estados Unidos), quando centenas de milhares de trabalhadores exigiram a redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias.

A repressão policial que se seguiu provocou mortos e feridos, dando origem a novos protestos e a forte indignação pública. Em 1889, o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, instituiu o 1.º de Maio como data internacional dos trabalhadores.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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