Cidade da Praia, 25 Mar (Inforpress) – Os deputados do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (GPMpD) realizaram, hoje, uma visita à Morabi, instituição social que actua directamente na promoção da mulher, para preparação do debate parlamentar desta quarta-feira.
O objectivo principal desta visita é preparar o debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que abordará as políticas de protecção social e empoderamento económico dirigido às mulheres.
Durante a visita, a deputada Antonieta Moreira destacou o impacto positivo de iniciativas como a da Morabi, uma cooperativa de poupança e crédito que se foca em mulheres em situação de vulnerabilidade, ajudando-as a ter acesso ao crédito para iniciar ou expandir seus pequenos negócios.
Segundo a deputada, a Morabi tem desempenhado um papel crucial no combate à pobreza e na promoção da inclusão financeira, proporcionando a mulheres em diversas comunidades a possibilidade de transformar suas vidas.
Para Antonieta Moreira, a Moarbi é um exemplo de sucesso do empoderamento económico feminino, com cerca de 3 mil clientes, dos quais 60% são mulheres, que através da sua actuação têm conseguido melhorar a sua qualidade de vida, sair da pobreza e alcançar uma maior autonomia financeira.
“Podemos observar todo o impacto que a Morabi tem na vida das mulheres nas comunidades e bairros, que não têm acesso a crédito e que, graças a isso, conseguem mudar de vida, melhorar a sua qualidade de vida e sair da pobreza ou pobreza extrema”, disse a deputada.
A mesma fonte realçou a importância da cooperação entre o Governo e as organizações da sociedade civil, como a Morabi, para alcançar as metas do Governo de erradicação da pobreza extrema até 2026.
Outro ponto destacado pela deputada foi a taxa de reembolso oferecida pela Morábi, que varia entre 1% a 1,9% ao mês, uma taxa considerada “boa” comparando com a própria Organização Internacional, que gira em torno de 5%.
No entanto, a deputada não deixou de mencionar os desafios enfrentados pela cooperativa, especialmente com as mudanças trazidas pela Lei de Microcrédito e Microfinanças de 2016, que impôs novas exigências regulatórias que passou a exigir um funcionamento mais alinhado com os critérios bancários.
“A Morabi teve de se adaptar a esta nova realidade e aos desafios impostos pela lei, que exigem um trabalho mais rigoroso e complexo, o que foi o maior desafio para a cooperativa", conclui a deputada.
JBR/ZS
Inforpress/Fim
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