
Cidade da Praia, 10 Mar (Inforpress) – A coordenadora do programa de telemedicina da Direcção Nacional da Saúde, Melinda Silva, destacou hoje a importância da capacitação de profissionais da saúde em telemedicina visando aumentar a capacidade de resposta do projecto.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora indicou que 24 profissionais da saúde, entre os quais médicos e técnicos do Ministério da Saúde, vão estar durante três dias a participar numa acção de formação, que posteriormente será replicada nas outras ilhas.
Salientou que as teleconsultas realizadas com os recursos disponibilizados em Cabo Verde têm contribuído para reduzir consideravelmente as deslocações de doentes das ilhas para consultas nos hospitais centrais.
“A telemedicina funciona desde 2012 com boa aceitação tanto dos pacientes quanto da equipa médica. Nós temos realização de teleconsultas em 24 especialidades neste momento na Telemedicina e nós trabalhamos entre os hospitais centrais, as delegacias de saúde e os hospitais regionais”, lembrou.
Realçou que a telemedicina tem sido um recurso incontornável no alcance da cobertura universal de saúde no país, e que os fundos mobilizados têm permitido criar condições por forma a melhorar a capacidade de resposta
“A telemedicina surgiu como uma forma de darmos resposta, promover uma maior equidade no atendimento médico e podermos dar resposta mais célere, com qualidade para os nossos pacientes”, disse.
Lembrou que em 2021, foi aprovado o projecto de reestruturação da Telemedicina em Cabo Verde, para a renovação dos equipamentos da rede de telemedicina no país e a sua extensão a todos os centros de saúde e serviços de urgência dos hospitais centrais e regionais.
“Nós somos um país arquipelágico e nem em todas as ilhas temos disponíveis especialistas, então a Telemedicina surgiu no mundo e aqui em Cabo Verde, começamos em 2012, com o intuito de poder diminuir as listas de espera, diminuir as evacuações interilhas e promover uma maior equidade no acesso à saúde em Cabo Verde”, realçou.
Considerou, neste sentido, que essa formação irá garantir que os profissionais possam utilizar os equipamentos que estão em fase de instalação de forma eficaz e assegurar que os recursos sejam utilizados da melhor maneira possível.
Em 2012, o percurso da telemedicina em Cabo Verde conheceu uma viragem estratégica fundamental com a implementação de um projecto de infra-estrutura de serviços de telemedicina, financiado pela Cooperação Eslovénia, em associação com a International Telemedicine Foundation.
Este projecto permitiu nas suas duas fases, a ligação entre os hospitais centrais e regionais, em conexão com as delegacias de saúde, em todas as ilhas, até finais de 2013.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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