Câmara de Comércio do Barlavento pede previsibilidade e maior descentralização económica ao novo Governo

Inicio | Economia
Câmara de Comércio do Barlavento pede previsibilidade e maior descentralização económica ao novo Governo
22/06/26 - 02:02 pm

Mindelo, 22 Jun (Inforpress) - A Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) saudou hoje o novo Governo e defendeu maior previsibilidade, descentralização económica e diálogo permanente, considerando que a estabilidade é fundamental para reforçar a competitividade e atrair investimentos.

Em entrevista à Inforpress, o presidente da CCB, Jorge Maurício, afirmou hoje que o sector privado encara com expectativa o início do mandato do novo Governo, liderado por Francisco Carvalho, e espera uma relação de proximidade e concertação estratégica. 

“O sucesso deste executivo será inevitavelmente o sucesso da nossa economia e do nosso país. Damos o nosso voto de confiança institucional, mas reafirmamos as prioridades estruturais que as empresas exigem”, declarou.

O responsável da agremiação empresarial defendeu maior descentralização económica, melhor conectividade entre as ilhas e mais autonomia para potenciar sectores como a economia azul, turismo, comércio e indústrias criativas.

Ainda segundo Jorge Maurício, a transição digital da administração pública e a desburocratização dos serviços são “uma urgência de sobrevivência competitiva”, enquanto o acesso ao financiamento e políticas fiscais mais realistas devem merecer atenção especial. 

“As empresas precisam de processos mais simples, rápidos e transparentes”, indicou.

Este responsável destacou ainda a previsibilidade como “condição essencial para o crescimento económico”. “Para o sector privado, a previsibilidade é a base sobre a qual se calculam riscos, se planeiam investimentos e se criam postos de trabalho”, afirmou.

Por outro lado, colocou o foco sobre a estabilidade fiscal e legislativa, maior celeridade na justiça económica e a fixação de prazos máximos para respostas da administração pública. 

“O Estado deve ser tão célere e ágil quanto a mente de um empresário e o silêncio da administração, ultrapassados os prazos, deve equivaler à aprovação efectiva”, advogou.

Relativamente à política de rendimentos, Jorge Maurício considerou que eventuais aumentos salariais devem ser progressivos e compatíveis com a produtividade. 

“A estabilidade que pedimos ao Governo não é um privilégio para os empresários, mas uma condição para atrair investimento, reter talentos e garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável para Cabo Verde”, rematou Jorge Maurício.

LN/AA

Inforpress/Fim

Partilhar