Cabo Verde quer aumentar taxa de aleitamento materno em 50% até 2025 – Direcção Nacional da Saúde

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Cabo Verde quer aumentar taxa de aleitamento materno em 50% até 2025 – Direcção Nacional da Saúde
05/08/24 - 05:27 pm

João Teves, 05 Ago (Inforpress) – A representante da Direcção Nacional da Saúde (DNS), Yorleydis Rosabal, disse hoje que a meta de Cabo Verde é aumentar a taxa de aleitamento materno exclusivo até aos seis meses em 50 por cento (%) até 2025.

A médica de saúde pública falava no acto regional da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), organizado pela Região Sanitária Santiago Norte (RSSN), Delegacia de Saúde de São Lourenço dos Órgãos, e DNS.

O evento a ser comemorado com várias acções a nível nacional até quarta-feira, 07, sob lema “Apoie a amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”, teve acto central regional em São Lourenço dos Órgãos.

“[De acordo com os dados] estamos com uma taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis mês em 42%, mas queremos aumentá-la pelo menos até 50% em 2025”, indicou, reafirmando que o país por estar alinhado com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) tem que alcançar esta meta global.

Se tal acontecer, garantiu que vai contribuir na melhoria de outros indicadores, como por exemplo de mortalidade neonatal infantil, que segundo ele, neste momento é baixo.

Relativamente à SMAM, disse que o Ministério da Saúde quer contar com a ajuda da sociedade civil, das instituições e das próprias mães para que juntos possam informar de forma correcta sobre importância do aleitamento materno, e ainda desconstruir alguns tabus de que outros leites substitutos são melhores que o materno.

“Todos temos a responsabilidade de ajudar o Ministério da Saúde a informar, apoiar, proteger e promover o aleitamento exclusivo até aos seis meses”, disse.

Segundo a médica de saúde pública, este trabalho tem que ser levado a cabo durante o ano todo e não só no mês de “Agosto Dourado” e durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno, mas todos os dias.

Dirigindo-se às mães, sobretudo de primeira viagem, pediu-lhes para serem porta-vozes e encorajar outras mulheres sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e completar até aos dois anos.

A introdução de água e outros alimentos apropriados, segundo ela, tem que ser feita com orientações médicas, insistindo que o leite materno é adequado e tem todos os nutrientes que as crianças precisam e não custa nada.

Nesta cerimónia, em que também marcou presença o director da RSSN, João Baptista Semedo, Yorleydis Rosabal alertou que a introdução precoce de outros alimentos na dieta das crianças vai sobrecarregar economicamente os pais, que vão ver aumentar os custos com alimentação e com saúde, tendo em conta que a criança vai adoecer cada vez mais.

A nível da RSSN, constam ainda do programa a inauguração da sala de apoio à amamentação no Hospital Regional Santa Rita Vieira (HRSRV), esta quarta-feira, 07, e um encontro de reflexão com todos os intervenientes na área da saúde reprodutiva das estruturas da RSSN, no dia 09, em Rui Vaz, São Domingos.

FM/CP

Inforpress/Fim

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