
Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – O coordenador do sector de reciclagem da CaboPlast afirmou hoje que a empresa já recuperou cerca de 80 toneladas de resíduos plásticos desde Outubro de 2025 e está a reforçar a recolha e reciclagem em várias ilhas.
Em declarações à Inforpress, a margem acto oficial de recolha de resíduos plásticos do programa “Recolha Ecológica: Desporto Sem Plástico”, Jimmy Brito avançou que a empresa está integrada no projeto IslandPlas, que abrange sete países arquipelágicos da África Ocidental, através do qual estão a ser instaladas cinco enfardadeiras/prensas para plástico nas ilhas de São Vicente, Santo Antão, Boa Vista, Santiago e Fogo.
Segundo este responsável, serão ainda instaladas mais 12 enfardadeiras nos municípios de Tarrafal e Santa Cruz, em Santiago, com o objectivo de reforçar a capacidade de recolha e preparação dos resíduos para reciclagem.
A CaboPlast tem trabalhado igualmente com organizações não-governamentais e projectos ligados à proteção ambiental, incluindo iniciativas na Boa Vista e na ilha do Fogo, para aumentar a quantidade de plástico recolhido e encaminhado para reciclagem.
“É o plástico que é útil, o mau descarte é que está criando todo aquele problema”, afirmou Jimmy Brito, daí a necessidade de garantir o correto encaminhamento dos resíduos.
A empresa dispõe atualmente de cerca de 20 ecopontos instalados em municípios como São Domingos, Tarrafal de Santiago e Santa Cruz, além de pontos de recolha na ilha do Fogo e na Escola de Miraflores.
Nesta escola, os alunos levam plástico recolhido em casa para a instituição, tendo já sido recolhidos 111 quilogramas de resíduos para reciclagem.
Desde o início do funcionamento da unidade de reciclagem, em Outubro de 2025, a CaboPlast conseguiu recuperar cerca de 80 toneladas de plástico, um volume que, segundo Jimmy Brito, ainda está abaixo da capacidade instalada.
A unidade tem capacidade para reciclar cerca de 300 toneladas de plástico por mês, ou seja, 3.600 toneladas por ano.
O responsável anunciou ainda que a empresa pretende investir na produção de novos produtos a partir de plástico reciclado, incluindo fossas sépticas, contentores para resíduos de via pública e contentores hospitalares, em parceria com os municípios.
Jimmy Brito considerou que o descarte inadequado de plástico representa um problema ambiental devido ao longo período de permanência destes resíduos na natureza e à sua transformação em microplásticos.
“É uma responsabilidade fazer com que aquele resíduo de plástico seja reciclado”, afirmou.
Destacou ainda a articulação com a Direção Nacional do Ambiente, municípios, organizações não-governamentais e empresas privadas para o reforço da cadeia de reciclagem no país.
Entre as empresas que colaboram com a CaboPlast citou Cavibel, Tecnicil, Khym Negoce, Irmãos Correia e Lactopay.
Jimmy Brito referiu-se ainda a uma recente deslocação à ilha de Santa Luzia para avaliar o impacto dos resíduos plásticos naquela reserva natural, apontando a necessidade de encontrar soluções para a retirada dos resíduos que chegam à ilha.
CG/AA
Inforpress/Fim
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