Brava: Ministro garante solução em Março para entrada em funcionamento da dessalinizadora da ilha

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Brava: Ministro garante solução em Março para entrada em funcionamento da dessalinizadora da ilha
02/02/26 - 05:54 pm

Nova Sintra, 02 Fev (Inforpress) - O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, afirmou hoje que o problema que tem condicionado a entrada em funcionamento da central dessalinizadora de água do mar na ilha Brava deverá ficar resolvido já no mês de Março.

O governante falava à imprensa no final de uma visita à Brava, e confirmou que existe uma solução técnica para eliminar o manganês presente na água antes do processo de dessalinização.

Gilberto Silva reconheceu que a construção da central enfrentou vários desafios, desde as dificuldades de acesso ao local até às condições naturais da ilha, marcada pelo vulcanismo.

Um dos principais constrangimentos identificados é a presença de manganês na água, elemento que pode comprometer tanto o funcionamento da central como a qualidade da água para consumo humano.

“Nós precisamos de manganês para o nosso corpo, mas não em grandes quantidades. Um excesso pode danificar a central e afectar a qualidade da água”, alertou.

O ministro garantiu que o processo está a ser acompanhado em articulação com a construtora e com os parceiros do projecto, nomeadamente a cooperação luxemburguesa, através da sua agência LuxDev, apelando à paciência da população.

“Estamos no fim. Vamos ter água de boa qualidade e a população poderá contar com uma resposta significativa no abastecimento”, assegurou.

Segundo o governante, o projecto representa um investimento de pouco mais de sete milhões de euros, cerca de 800 mil contos cabo-verdianos, e incluiu não só a construção da estação dessalinizadora, mas também a estrada de acesso, com mais de um quilómetro, implantada numa zona de difícil acesso

“A central dispõe de duas unidades de dessalinização, que funcionam em complementaridade, assegurando que, se uma falhar, a outra continue a operar”, explicou Gilberto Silva, sublinhando ainda a existência de três estações de bombagem que permitem levar a água até ao ponto mais alto da ilha, tornando possível a sua distribuição em qualquer local da Brava.

De acordo com o ministro, trata-se de uma infraestrutura que funciona a 100% com energia solar, enquadrando-se na visão da Brava como ilha sustentável, apostando em tecnologias de baixo consumo energético para a produção de água.

Com a entrada em funcionamento da central, o governante acredita que haverá uma redução da pressão sobre outras fontes de água da ilha, muitas vezes de menor qualidade para consumo humano, mas que poderão continuar a ser utilizadas para fins agrícolas.

DM/ZS

Inforpress/Fim

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