Boa Vista: Activista defende preservação da "Pedra de Sino” do Rabil e pede integração nas rotas turísticas

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Boa Vista: Activista defende preservação da "Pedra de Sino” do Rabil e pede integração nas rotas turísticas
14/07/26 - 05:53 pm

Sal-Rei, 14 Jul (Inforpress) – O emigrante reformado e defensor da "Pedra de Sino” do Rabil, Manuel Falho "Gaduga", apelou pela proteção do monumento natural com “valor histórico” na Boa Vista, e defendeu a sua inclusão nas rotas turísticas oficiais da ilha.

Em declarações à imprensa, Manuel Gaduga explicou que a rocha, uma pedra de grandes dimensões sobreposta a outra, que emite um som semelhante ao de um sino quando tocada com outras pedras, corre sérios riscos devido à falta de proteção e à ação humana na zona onde se localiza.

Segundo Gaduga, o terreno onde se encontra o monumento pertencia ao seu trisavô, Manuel Alves, e carrega uma carga histórica ligada à sobrevivência dos antigos habitantes da ilha.

"A pedra servia para alertar a população. Quando havia a ameaça de pessoas serem capturadas para a escravatura, fazia-se o sinal e tocava-se o sino para que todos pudessem fugir e esconder-se", revelou Gaduga, adiantando que segundo a história, após os momentos de perigo, o topo da rocha era palco de celebrações pela liberdade.

Esta ligação comunitária é reactivada todos os anos entre os meses de agosto e setembro, altura em que, Gaduga indicou, são promovidas festas tradicionais no local, com música de tambor e violão, partilha de gastronomia local e sessões de contos populares.

O defensor desse património mostrou-se preocupado com a integridade física da Pedra de Sino. 

Apesar de afirmar que são proibidos atos de vandalismo como escrever ou fazer desenhos na superfície da rocha, há pessoas que quebram pedaços da pedra para tentar reproduzir o som em outros locais, mas não funciona.

Outra situação que o mesmo considerou alarmante é a presença de máquinas pesadas a retirar pedras na zona, ameaçando a estabilidade do lugar.

Perante este cenário de degradação, Manuel Gaduga frisou que é urgente uma intervenção por parte das autoridades municipais e nacionais.

O ativista defende a vedação ou monitorização do espaço para evitar a destruição do património e sugere que o local seja devidamente sinalizado e integrado nos roteiros turísticos da ilha da Boa Vista, garantindo que a história deste "sino natural" não se perca para as futuras gerações.

MGL/HF

Inforpress/Fim

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