
Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – A Plataforma das Comunidades Africanas residentes em Cabo Verde promoveu hoje uma marcha cívica na cidade da Praia para assinalar o Dia de África e defender maior integração das comunidades migrantes no país.
A iniciativa decorreu sob o lema “África em Movimento: Migração, Integração e Desenvolvimento” e teve como objectivo valorizar a cultura africana e reforçar o diálogo entre as comunidades africanas e a sociedade cabo-verdiana.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Plataforma das Comunidades Africanas, José Ramos Viana, afirmou que a actividade pretendeu dar visibilidade à riqueza cultural, artística e humana dos povos africanos residentes no arquipélago.
Segundo o responsável, Cabo Verde tem vindo a afirmar-se simultaneamente como país de emigração e de acolhimento, registando-se uma evolução positiva no acolhimento das comunidades africanas.
Contudo, reconheceu a existência de desafios relacionados com a integração e inclusão social dos imigrantes.
“Há ainda alguns desafios que somos capazes de colmatar com iniciativas como estas e outras dinâmicas que possam transformar mentalidades e criar oportunidades de diálogo plural entre as comunidades africanas e as instituições públicas”, afirmou.
Sobre o lema escolhido para as celebrações, José Ramos Viana explicou que o tema está associado à necessidade de criação de políticas públicas mais abertas e inclusivas, capazes de facilitar a integração efectiva dos imigrantes.
O responsável manifestou ainda a expectativa de que a iniciativa contribua para o reforço da coesão social entre os povos africanos residentes em Cabo Verde e para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Sublinhou igualmente que as comunidades africanas representam um contributo importante para o desenvolvimento económico, humano e urbano do país.
“A nossa mensagem é de que é preciso prestar mais atenção ao contributo da comunidade africana em Cabo Verde. Existe um conjunto de conhecimentos e competências que pode ser aproveitado para garantir um desenvolvimento mais próspero do país”, destacou.
Entre os principais desafios apontados pela organização figuram o acesso aos serviços públicos, à igualdade de oportunidades e a regularização documental dos imigrantes.
José Ramos Viana considerou que persistem obstáculos jurídicos que dificultam a regularização dos cidadãos africanos residentes no país.
“A documentação é uma das maiores preocupações dos imigrantes. Há ainda entraves no âmbito jurídico que precisam de ser revistos para permitir maior abertura e facilitar a integração e inclusão social”, referiu.
JBR/JMV
Inforpress/Fim
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