
Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – O presidente do conselho de administração (PCA) dos Correios de Cabo Verde (CCV), Isidoro Gomes, desmentiu hoje as acusações do PAICV sobre favorecimento político e irregularidades em concursos internos da empresa.
Numa declaração para reposição da verdade e repúdio a notícias “falsas”, segundo disse Isidoro Gomes, a administração recorreu ao direito de resposta previsto na Lei da Comunicação Social para repor a verdade contra as informações veiculadas.
“A gerência dos CCV repudia as alegações de que teria acelerado processos de reclassificação e concursos de ingresso para a categoria de técnico superior após o dia 17 de Maio”, afirmou, sublinhando que o tema foi tratado de forma “distorcida” fora do âmbito institucional de controlo e fiscalização do sector empresarial do Estado.
O PCA lembrou que o conselho de administração, na sua reunião de 11 de Outubro de 2024, aprovou a proposta de progressão e reclassificação apresentada pela Direcção de Gestão de Recursos Humanos, tendo sido priorizada a progressão e a reclassificação para o ano de 2025.
Reiterou, igualmente, que no segundo semestre de 2025, sob proposta da Direcção de Gestão de Recursos Humanos, o conselho de administração contratualizou serviços externos especializados para apoiar e gerir o processo.
O processo, afirmou, passou por várias fases, incluindo a reavaliação das necessidades da empresa em termos de número de colaboradores, reclassificação e definição de procedimentos de recrutamento interno.
Em relação ao número de vagas e perfis profissionais, Isidoro Gomes detalhou os dados, salientando que havia 29 vagas para a carreira técnica superior, sendo que 11 vagas foram preenchidas por via de concurso interno para reclassificação e 14 preenchidas por via de concurso interno para admissão.
“A empresa conta com cerca de 250 colaboradores. Para nós, foi preocupante haver 47 candidaturas para 29 vagas. Deste processo, recebemos apenas cinco reclamações, e nenhuma dessas falava em favorecimento”, afirmou.
Face à denúncia do PAICV de que havia uma tentativa de favorecimento político através de empresas públicas — como a Electra, os Correios de Cabo Verde e a Estradas de Cabo Verde —, o PCA dos CCV convidou os denunciantes a consultarem o documento oficial.
Concluiu reiterando que não existe nenhuma aceleração do processo, mas sim um trabalho corrente, regular e contínuo sobre as matérias que estão a decorrer.
O PAICV, partido que venceu as eleições de 17 de Maio para formar o novo governo, denunciou em declarações à imprensa, no passado dia 23 deste mês, que “o Governo cessante está a usar os últimos momentos do seu ciclo de poder para ocupar o Estado, acelerar gastos públicos e criar dificuldades para a próxima gestão”.
PC/ZS
Inforpress/Fim
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