
Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) – O candidato do PAICV a primeiro-ministro, Francisco Carvalho, defendeu o reforço da prevenção sanitária e de planos de emergência em Cabo Verde, na sequência do surto de hantavírus no cruzeiro Hondius.
Em declarações à Inforpress, em Porto Inglês, Francisco Carvalho afirmou acompanhar “com preocupação” a situação do navio de cruzeiro ancorado ao largo do Porto da Praia, considerando que o caso levanta questões sobre a capacidade de resposta e de prevenção do país em matéria de saúde e segurança.
“Como qualquer cabo-verdiano, como qualquer cidadão do mundo, tenho acompanhado o desenrolar desta situação, que é claramente preocupante”, afirmou, referindo ter tomado conhecimento de reuniões de emergência realizadas por autoridades espanholas e da possibilidade de transferência do navio para as Ilhas Canárias.
O dirigente do PAICV defendeu que o episódio evidencia a necessidade de Cabo Verde dispor de planos estruturados de prevenção e resposta em várias áreas.
“Cabo Verde deve ter planos. Vamos desenvolver um conjunto de planos para várias áreas, com grande atenção à prevenção, com unidades a trabalhar em diversas dimensões”, disse, apontando sectores como a segurança, mobilidade, circulação de pessoas e proteção civil.
Francisco Carvalho sublinhou ainda que, sendo o país vulnerável do ponto de vista ecológico e climático, a aposta na prevenção deve ser central na governação.
“Não podemos controlar o ambiente, jamais, mas podemos ter planos de prevenção que minimizem riscos e ajudem a gerir melhor estas situações, sejam ambientais, sanitárias ou outras”, afirmou.
Sobre a gestão da ocorrência, considerou positiva a articulação internacional em curso, destacando a resposta das autoridades espanholas.
“Tenho conhecimento de que o Governo espanhol realizou uma reunião de emergência e que há informação de que as Canárias vão receber o navio. Isso, neste momento, é uma resposta que satisfaz os cidadãos do mundo e de Cabo Verde”, referiu.
O caso do alegado surto a bordo do MV Hondius, de bandeira holandesa, continua sob acompanhamento das autoridades competentes, num contexto de atenção internacional devido ao risco sanitário associado a navios de cruzeiro.
O navio encontra-se ancorado ao largo da cidade da Praia após a deteção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas impedido a atracação por razões de saúde pública.
Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o caso envolve cerca de 150 passageiros e tripulantes, estando a ser acompanhado por equipas médicas nacionais e internacionais.
As autoridades nacionais ativaram medidas de contenção e uma zona de vigilância sanitária, em articulação com parceiros internacionais, enquanto o navio permanece em quarentena no mar.
O Ministério da Saúde justificou a decisão de não autorizar a atracação com base no princípio da precaução, sublinhando a proteção da saúde pública.
A situação continua sob investigação, com realização de testes laboratoriais e rastreio de contactos. A OMS indica, contudo, que o risco para a população em geral permanece baixo.
TC/JMV
Inforpress/Fim
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