
Pequim, 06 Mai (Inforpress) – O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, reuniu-se hoje em Pequim com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, noticiou a agência noticiosa oficial Xinhua, sem avançar detalhes.
Esta é a primeira deslocação de Araghchi à China desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
A partir de Washington, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, manifestou esperança de que, durante a visita, Pequim reitere junto de Teerão a necessidade de aliviar o bloqueio no Estreito de Ormuz.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira à noite uma pausa temporária nos esforços para escoltar navios retidos naquele estreito, para permitir avanços num eventual acordo para pôr fim à guerra com o Irão.
Numa publicação nas redes sociais, Trump indicou que a suspensão, iniciada na segunda-feira naquela via crucial para o abastecimento energético global, terá curta duração para avaliar a possibilidade de um acordo com Teerão.
O líder norte-americano afirmou que a decisão foi tomada a pedido do Paquistão e de outros países, após o que descreveu como "grande sucesso militar" na campanha contra o Irão e "progressos significativos" rumo a um acordo final.
O Estreito de Ormuz, por onde transitavam grandes volumes de petróleo e gás antes da guerra, permanece com tráfego reduzido, com apenas dois navios mercantes a conseguirem atravessar até agora a rota, enquanto centenas continuam retidos no Golfo Pérsico.
Empresas de transporte marítimo mantêm reservas quanto à utilização da rota, devido aos riscos elevados numa via com cerca de 34 quilómetros e vulnerável a mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), minas e embarcações rápidas.
O Irão tem atacado navios que tentam atravessar fora do corredor sob o seu controlo, ao longo da costa norte, enquanto a rota aprovada pelos EUA passa por águas territoriais de Omã.
Analistas alertam que operadores e seguradoras continuam a aguardar desenvolvimentos antes de retomar operações regulares.
Entretanto, os Emirados Árabes Unidos continuam a ser um dos principais alvos de retaliação iraniana, embora Teerão tenha negado qualquer ataque recente ao país.
Inforpress/Lusa/fim
Partilhar