Boa Vista: Siacsa ameaça avançar para tribunal contra câmara municipal por incumprimento do PCFR e reajustes salariais

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Boa Vista: Siacsa ameaça avançar para tribunal contra câmara municipal por incumprimento do PCFR e reajustes salariais
03/06/26 - 04:20 pm

Sal-Rei, 03 Jun (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) ameaçou hoje recorrer às instâncias judiciais contra a Câmara Municipal da Boa Vista, alegando o arrastar de pendências laborais e dívidas com reajustes salariais.

A intenção foi manifestada pelo presidente do Siacsa, Gilberto Lima, no balanço de uma visita de trabalho de rotina à ilha da Boa Vista, tendo adiantado que a organização já se encontra a recolher assinaturas para avançar com uma acção judicial no Tribunal da Comarca.

Segundo o sindicalista em causa estão passivos financeiros referentes aos anos de 2023, 2024 e ao mês de Janeiro de 2025, uma situação que, conforme defendeu o mesmo, “prejudica severamente” os funcionários da autarquia, nomeadamente das áreas de saneamento e do corpo de bombeiros municipais.

Para Gilberto Lima, a implementação do PCFR na autarquia boa-vistense apresenta-se como uma "calamidade", afirmando que "não se sabe ao certo onde paira a lista de transição" dos funcionários com vários anos de serviço. O que segundo o mesmo impede a verificação de dados essenciais como o tempo de trabalho e o enquadramento salarial.

Relativamente aos bombeiros municipais, Gilberto Lima apontou a existência de uma "profunda injustiça", dando como exemplo os profissionais que contam com duas décadas de serviço e recebem vencimentos idênticos aos recém-admitidos.

Para inverter o cenário, o sindicato propõe que os operacionais na terceira classe há mais de 16 anos transitem para a primeira classe, e os que têm mais de seis anos passem para bombeiros de segunda classe.

Gilberto Lima destacou que a Câmara Municipal da Boa Vista manifestou abertura para dialogar sobre a proposta, mas lamentou que, na prática, as negociações continuem paralisadas.

MGL/ZS

Inforpress/Fim

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