
Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) - O presidente da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), Januário Nascimento, reconheceu hoje que Cabo Verde registou “avanços significativos” na consciência ambiental, mas alertou para desafios que exigem esforço e articulação com a sociedade.
O responsável falava à Inforpress no âmbito das actividades alusivas ao Dia da Terra, que se assinala esta quarta-feira, 22 de Abril.
Januário Nascimento afirmou que, em comparação com o início da década de 1980, quando começaram a ser desenvolvidas as primeiras acções na área ambiental, o país registou um avanço significativo na consciência ambiental.
Entretanto sublinhou que a preservação da natureza é um processo contínuo e que os resultados não se alcançam de forma imediata, exigindo trabalho permanente e consistente.
“Eu costumo dizer que a preservação do ambiente é um pouco como a democracia. Nada está adquirido. É um trabalho que leva tempo, é um trabalho de todos, de educação, em que todos devem participar”, disse.
Na sua perspectiva, este esforço deve ser coletivo e articulado incluindo desde a Presidência da República, o Governo, os municípios, as organizações da sociedade civil e as comunidades.
“Todos somos importantes. Há uma consciência já, mas muito trabalho ainda resta a fazer e com esforços lá chegaremos”, acrescentou.
Entre os principais desafios ambientais que o país enfrenta, o presidente da ADAD apontou a questão das alterações climáticas e a desertificação, fenómenos que afetam particularmente os países africanos, assim como a necessidade do reforço da consciencialização das populações para práticas sustentáveis.
“Tudo isso é um trabalho que deve ser feito, que deve ser bem articulado com todos os parceiros para que possamos de facto ganhar essa batalha, que não é fácil, mas tudo é possível quando há trabalho”, sustentou.
Tendo em conta o lema comemorativo da data este ano “Nosso poder, nosso planeta”, Januário Nascimento apelou à mobilização contínua em defesa do ambiente.
“Que haja paz no mundo, porque tudo está ligado, e que protejamos a ‘Mãe Terra’. Não apenas hoje, mas todos os dias devem ser o Dia da Terra”, afirmou, defendendo a importância da esperança e do compromisso coletivo.
O Dia Mundial da Terra, celebrado anualmente a 22 de Abril, é uma data criada em 1970 pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, nos Estados Unidos, na sequência de um grande desastre petrolífero, mobilizando milhões de pessoas para a causa ambiental.
O objectivo é alertar para desafios como as alterações climáticas, a poluição, o desmatamento e a degradação dos recursos naturais e incentivar ações como educação ambiental, plantação de árvores, limpeza de ecossistemas e uso de energias renováveis.
ET/CP
Inforpress/Fim
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