
Lisboa, 31 Mar (Inforpress) – A segunda Quinzena Cultural da DALMACV-PT, que terminou hoje em Lisboa (Portugal), ficou marcada pelo lançamento dos livros "Tenpestadi y Mutor", de Gonçalo M. Tavares, e "Nuninha", de Andreia Tavares de Sousa.
A iniciativa, denominada “Quinzena da Literatura, da Escrita, da Oratura e da Cultura em Língua Cabo-verdiana”, foi promovida pela Delegação da Associação da Língua Materna Cabo-verdiana em Portugal (DALMACV-PT), em parceria com a Associação Cabo-verdiana de Lisboa (ACV), a editora Rosa de Porcelana, o grupo de recital de poesia Tapoé e o grupo coral Voz Terra.
Em declarações à Inforpress, o coordenador do Conselho Executivo da ALMA-CV em Portugal, José Luís Hopffer Almada, fez um balanço positivo deste evento que decorria desde 11 de Fevereiro, nas instalações da ACL, e anunciou a terceira Quinzena Cultural para Outubro.
Segundo aquele responsável, a Quinzena Cultural teve como objectivo chamar atenção para a questão da língua cabo-verdiana, daí o nome “Quinzena da Literatura, da Escrita, da Oratura e da Cultura em Língua Cabo-verdiana”.
Hopffer Almada lembrou que durante quatro sessões, além de lançamento de livros em crioulo e traduzidos da língua portuguesa para língua cabo-verdiana, foram debatidas “questões relevantes”, sobretudo de natureza jurídico-constitucional e ensino da língua cabo-verdiana.
No âmbito do evento realizou-se uma conversa sobre escrita e tradução em língua cabo-verdiana: o caso dos livros "Tenpestadi y Mutor", de Gonçalo M. Tavares, e "Nuninha", de Andreia Tavares de Sousa.
Sobre o romance “Nuninha”, vencedor do prémio Prémio LHANA de Literatura e editado há três anos pela Rosa de Porcelana, foi destacado por Filinto Elísio como uma obra representativa da nova geração em termos de "prosa de longo fôlego".
Segundo o editor Filinto Elísio, o livro mostra que a escrita cabo-verdiana também na diáspora está dinâmica, assegurando que a editora que dirige vai continuar a publicar livros de Andreia Tavares de Sousa, escritora cabo-verdiana radicada em França.
Por sua vez, Gonçalo M. Tavares explicou que “Tempestade e Motor”, traduzido para língua cabo-verdiana por Filinto Elísio, reúne 100 ‘haikus
O escritor português revelou que a tradução para a língua cabo-verdiana visa aproximar este género poético com “grande tradição no Oriente” do contexto africano, em particular de Cabo Verde.
FM/JMV
Inforpress/Fim
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