
Espargos, 17 Mar (Inforpress) – O Presidente da República considerou hoje “muito enriquecedora” a sua visita de quatro dias à ilha do Sal, destacando a necessidade de um esforço conjunto para combater o abandono escolar e os comportamentos desviantes entre os jovens.
Em declarações à imprensa, no balanço da estada na ilha, José Maria Neves afirmou que os dias de trabalho permitiram uma “actualização crucial” sobre sectores estratégicos como o turismo, os transportes, a educação e a saúde, além dos desportos náuticos.
Segundo o mais alto magistrado da Nação, o Sal continua a ser uma “referência nacional” na dinâmica transformacional do país.
“Foi uma visita muito enriquecedora, por permitir ouvir os operadores económicos, os cidadãos, as autoridades locais e a sociedade civil. Darei, com certeza, um contributo para o equacionamento e a resolução das questões levantadas”, garantiu o Presidente.
Um dos pontos centrais da agenda presidencial foi a visita a instituições sociais. José Maria Neves manifestou preocupação com a situação de crianças e adolescentes, apontando lacunas no sistema de protecção e formação.
“Há muitos desafios. Há abandono escolar e muitos jovens que não estão no sistema educativo nem em formação profissional”, alertou, notando a existência de comportamentos desviantes que exigem uma intervenção mais robusta.
O Presidente reconheceu o “esforço notável” que tem sido feito tanto pelo Estado como por ONG e empresas privadas, citando os exemplos da Associação Chã de Matias, da casa de acolhimento do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), do Centro de Emergência Infantil e das associações em Terra Boa.
Contudo, para José Maria Neves, o trabalho actual ainda é insuficiente perante a magnitude do problema.
“É preciso muito mais. Há um trabalho enorme a fazer para, a montante, prevenir esses comportamentos desviantes e, a jusante, garantir uma melhor inserção de todos na sociedade cabo-verdiana”, sublinhou.
O Presidente da República concluiu o balanço, reforçando que leva consigo a consciência de que o país tem “um longo caminho e muito trabalho pela frente” para integrar a nova geração na dinâmica de desenvolvimento da ilha e do país.
NA/JMV
Inforpress/Fim
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