Parlamento: Ministro desafia críticos a apresentarem alternativas ao Sistema Nacional de Saúde

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Parlamento: Ministro desafia críticos a apresentarem alternativas ao Sistema Nacional de Saúde
11/02/26 - 08:40 pm

Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, desafiou hoje os críticos do Sistema Nacional de Saúde (SNS) a apresentarem propostas alternativas, em vez de se limitarem a ataques, afirmando que Cabo Verde dispõe de um sistema reconhecido a nível internacional.

O governante lançou o repto durante o período de perguntas ao Governo, na sessão plenária da Assembleia Nacional, onde respondeu às questões dos deputados sobre o sector da saúde.

Ao longo da sessão, Jorge Figueiredo foi confrontado, entre outras situações, com alegadas faltas de medicamentos, consumíveis e vacinas no mercado nacional, promessas de melhoria e construção de novas infraestruturas, bem como com notícias recentes que associam óbitos de turistas na ilha do Sal a supostos problemas sanitários.

Respondendo às questões sobre casos de shigella na ilha do Sal, o ministro lamentou que o Sistema Nacional de Saúde tenha sido alvo de “ataques violentos” e alertou para o impacto negativo de determinadas abordagens públicas na imagem do país.

“O episódio concentra-se apenas numa instituição privada hoteleira e tem sido acompanhado. Portanto, não há razões para colocar em causa o sistema”, assegurou.

Segundo explicou, a investigação realizada com base em dados epidemiológicos da Inglaterra não identifica Cabo Verde como um país que represente perigo para a saúde pública dos visitantes.

“Estamos calmos, a fazer o nosso trabalho técnico-científico e aguardamos, dentro de pouco tempo, a possibilidade de finalizar totalmente o processo, ultrapassando os obstáculos normais de um arquipélago como Cabo Verde”, afirmou.

O ministro criticou ainda o que considera ser uma instrumentalização político-partidária do tema, advertindo que apoiar ou amplificar conteúdos internacionais que atacam o Sistema Nacional de Saúde representa “um mau serviço para Cabo Verde”.

“Se querem destruir, que apresentem propostas alternativas. É muito mais produtivo para podermos comparar quem apresenta o melhor sistema”, frisou.

O governante reconheceu, entretanto, que o país não possui o melhor sistema do mundo e que não está isento de problemas, mas defendeu que Cabo Verde segue “um caminho seguro”, com reconhecimento internacional, nomeadamente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em termos de resultados, destacou que, entre 2007 e 2022, os cabo-verdianos ganharam 4,4 anos de esperança de vida, sublinhando que “isto não é por magia”, mas fruto do trabalho desenvolvido ao longo dos anos no sector da saúde.

ET/JMV

Inforpress/Fimess/fim

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