
Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, afirmou hoje que nunca houve falta de anestesia no Hospital Agostinho Neto (HAN), na Praia, e garantiu que o ministério tem feito uma gestão criteriosa e responsável dos medicamentos e consumíveis hospitalares.
As declarações foram feitas durante o período de perguntas ao Governo, na sessão plenária da Assembleia Nacional, em resposta a uma questão colocada pela deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Adelsia Almeida.
Na sua intervenção, a parlamentar acusou o Ministério da Saúde de má gestão de medicamentos, consumíveis e vacinas no mercado nacional, apontando alegadas situações de falta de vacina contra o tétano, anestesia, reagentes laboratoriais e materiais cirúrgicos básicos.
“Tem havido ruptura de medicamentos importantes, como os destinados ao tratamento da diabetes e da hipertensão. Ou seja, tem existido muita instabilidade no fornecimento e na disponibilidade de medicamentos e consumíveis no mercado, tanto para os cidadãos como para os próprios serviços hospitalares”, lamentou.
Neste sentido, questionou o Governo sobre as medidas a serem adotadas a curto e médio prazo para garantir o normal funcionamento do mercado.
Em resposta, o ministro explicou que os serviços procuram prever, com a antecedência que a experiência permite, as necessidades de medicamentos, de modo a assegurar reservas e solicitar a reposição de stocks atempadamente.
Contudo, reconheceu a existência de factores externos, relacionados com o transporte marítimo e o aumento dos custos logísticos — que, segundo afirmou, por vezes chegam a triplicar —, os quais podem afectar os prazos de entrega, tendo em conta a condição arquipelágica do país.
“Todos acompanham as situações que Portugal tem enfrentado com temporais e outros constrangimentos, havendo períodos em que o navio sequer saía para transportar medicamentos”, exemplificou.
Ainda assim, Jorge Figueiredo assegurou que o Ministério da Saúde tem feito uma “gestão criteriosa, responsável e destacável”, sublinhando que a administração do sector implica, por vezes, lidar com circunstâncias adversas.
Relativamente à anestesia, garantiu que nunca houve falta e explicou que, em momentos de perturbação no processo de reposição, é recomendada a redução de intervenções programadas, salvaguardando sempre as cirurgias de emergência para salvar vidas.
ET/JMV
Inforpress/Fim
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