
Mindelo, 10 Fev (Inforpress) – O estado de calamidade chega ao fim na ilha de São Vicente no dia 13 de Fevereiro, mas o apoio emergencial não chegou a todas as famílias afectadas pela tempestade Erin, denunciou hoje a UCID.
A denúncia da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) foi feita hoje, em conferência de imprensa, pela deputada Dora Pires.
“No dia 11 irão completar-se seis meses das chuvas de 11 de Agosto e o estado de calamidade chega ao fim. E nós perguntamos, o apoio emergencial chegou a todos? Não, infelizmente”, criticou.
Segundo a deputada, na Praça Estrela, local onde vários comerciantes foram afectados, “talvez nem um quarto das pessoas tenha recebido apoio”.
“Outros nem a primeira prestação receberam, quanto mais a segunda e a terceira. É uma lista enorme, com mais de 70 pessoas que ainda não receberam apoio”, afirmou, lembrando que há famílias que continuam com dificuldades porque perderam tudo com as chuvas.
Conforme Dora Pires, o apoio emergencial já se iniciou, principalmente em Santiago, mas “é urgente rever a situação em São Vicente e ajudar os que mais precisam”.
O Governo decretou a situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos concelhos de São Nicolau, outros pontos do país afectados.
Foi aprovado um plano de resposta com apoios de emergência às famílias e às actividades económicas, incluindo linhas de crédito bonificadas e verbas a fundo perdido, financiadas pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019.
Além disso, foram mobilizados apoios financeiros de organizações internacionais, nomeadamente do Banco Mundial, que aprovou 10 milhões de dólares para reforçar a resposta aos danos, da Cruz Vermelha, que disponibilizou 200 mil contos, e da TUI Care Foundation, com 100 mil euros para as vítimas.
Os apoios financeiros e materiais vieram também de emigrantes da diáspora em países como Portugal, Suíça, Luxemburgo, Holanda e Estados Unidos, bem como de empresas nacionais, bancos sediados em Cabo Verde, câmaras municipais e da sociedade civil nas diversas ilhas.
No mês de Outubro de 2025, o Governo anunciou igualmente que estava a investir 35 milhões de euros na recuperação de São Vicente e das ilhas afectadas pela tempestade Erin, mas que necessitava de mais 20 milhões.
CD/AA
Inforpress/Fim
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