ICCA quer reforçar atenção aos adolescentes em casos de violência sexual

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ICCA quer reforçar atenção aos adolescentes em casos de violência sexual
01/02/26 - 04:43 pm

Cidade da Praia, 01 Fev (Inforpress) – O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) prevê, no plano de actividades para 2026, a continuidade da “Campanha Proteja”, com atenção especial aos adolescentes em situações de abuso e violência sexual, anunciou hoje a presidente da instituição.

Em declarações à Inforpress, Zaida Freitas informou que o plano contempla a materialização de vários projectos previstos para 2026, entre os quais a continuidade da “Campanha Proteja”, a introdução da campanha de responsabilidade parental e o reforço das famílias de acolhimento.

“Queremos incentivar vivamente a sociedade cabo-verdiana a inscrever-se e a disponibilizar-se para acolher as nossas crianças. Sabemos que, em algumas situações, temos de recorrer ao acolhimento institucional, o que também tem impactos negativos, uma vez que a criança deve estar inserida numa família”, afirmou.

A responsável esclareceu, no entanto, que o plano ainda não está fechado, mas garantiu que continuará, à semelhança dos anos anteriores, a ser um documento “ambicioso e exequível”.

Zaida Freitas fez ainda saber que está em curso a implementação dos estatutos do ICCA, aprovados no ano passado.

“Temos ainda por implementar o Conselho Directivo, o Conselho Consultivo e o Fiscal Único, assim como as direcções de serviço, que são extremamente importantes para o funcionamento da nossa instituição”, acrescentou.

O plano de actividades prevê igualmente o reforço dos recursos humanos, com a contratação de técnicos, monitores e condutores.

“Queremos também dar continuidade à implementação dos compromissos assumidos pelo Estado de Cabo Verde em Bogotá, com vista a acelerar a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), visando erradicar qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes”, indicou.

Por fim, destacou que o ICCA pretende dar uma “atenção especial” à primeira infância, através do mecanismo de coordenação recentemente aprovado.

OS/JMV

Inforpress/Fim

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