
Nova Sintra, 29 Jan (Inforpress) - O Projecto Vitó tem patente, até ao próximo sábado, na Praça Eugénio Tavares, uma exposição fotográfica que retrata a biodiversidade das ilhas do Fogo e Brava, com o intuito de aproximar a população das acções de conservação ambiental.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora da pesca sustentável do Projecto Vitó, Deusa Araújo, explicou que esta mostra apresenta imagens representativas da fauna e da flora locais, conferindo um enfoque especial às aves marinhas, às plantas endémicas e à Reserva Mundial da Biosfera da ilha do Fogo.
Segundo a mesma fonte, a exposição é um reflexo do trabalho que a organização não-governamental (ONG) tem desenvolvido na região, nomeadamente no Ilhéu de Cima e na Reserva do Ilhéu do Rombo, onde são monitorizadas espécies como rabo-de-junco, pedreira, pedreirinho e pedreira-azul.
“A mostra inclui ainda quadros ilustrativos das colónias de alcatrazes na Brava, bem como diversas fotografias que retratam a ilha de uma forma geral”, avançou a responsável, sublinhando que a iniciativa reflecte também as actividades desenvolvidas no município.
A responsável acrescentou que o projecto tem apostado também na educação ambiental, através da realização de palestras nas escolas do município.
No que toca à conservação marinha, Deusa Araújo aproveitou a ocasião para informar que já existe uma proposta lançada pelo Governo para a criação de áreas marinhas protegidas na ilha Brava, bem como para o alargamento da área protegida do Ilhéu do Rombo, que é, actualmente, uma reserva integral com cerca de 300 metros de extensão.
A coordenadora destacou, por outro lado, a parceria estratégica com os pescadores locais através do grupo “Guardiões do Mar”, responsável pela fiscalização e monitorização das áreas protegidas, num trabalho contínuo de sensibilização.
“Nós procuramos sempre sensibilizar os pescadores sobre as zonas onde a pesca é proibida”, sublinhou Deusa Araújo, realçando a importância da pesca sustentável para a economia local.
Relativamente à protecção das tartarugas marinhas, a responsável garantiu que o projecto tem mantido uma presença assídua no Ilhéu do Rombo entre os meses de Julho e Outubro, salientando que o balanço das acções realizadas é “bastante positivo”.
DM/CP
Inforpress/Fim
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