
Porto Novo, 20 Jan (Inforpress) – A Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, lamentou hoje o facto de a safra de cana sacarina nessa localidade estar a ser marcada por "um grande problema de mão de obra".
Iniciada nos primeiros dias de Janeiro, a colheita da cana sacarina no Tarrafal está a ser marcada por dificuldades dos agricultores em encontrarem trabalhadores para o corte e transporte de cana de açúcar, uma situação que está a condicionar esta actividade.
O presidente da Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo, Manuel Évora, disse à Inforpress que a falta de trabalhadores é “um grande problema” para a agricultura nesta localidade, sobretudo nesta altura de corte de cana sacarina.
A ausência de trabalhadores para a faina agrícola coloca-se também noutros vales do município do Porto Novo, com destaque para Alto Mira, Ribeira das Patas e Ribeira da Cruz.
Em Alto Mira, o porta-voz dos agricultores, Idarlino Fortes, admitiu à Inforpress que a falta de mão de obra representa “um grande desafio” para a agricultura nesse vale.
Na Ribeira das Patas, o representante da associação para o desenvolvimento Integrado dessa localidade, Arlindo Delgado, referiu-se também à necessidade de trabalhadores para a faina agrícola.
Mesmo com dificuldades de trabalhadores, nota-se uma grande azáfama à volta da colheita da cana de açúcar, uma actividade que centra, nesta altura, as atenções dos agricultores.
O decreto-lei nº 11/2015 de 12 de Fevereiro, que regula a produção de aguardente de cana de açúcar em Cabo Verde, diz que o período destinado à safra de cana de açúcar e à industrialização do grogue começa a 01 de Janeiro e termina a 31 de Maio.
JM/CP
Inforpress/Fim
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