Cinco mortos em ataques dos EUA contra dois navios suspeitos de tráfico de droga

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Cinco mortos em ataques dos EUA contra dois navios suspeitos de tráfico de droga
01/01/26 - 07:29 am

Washington, 01 Jan (Inforpress) – Os Estados Unidos (EUA) anunciaram novos ataques aéreos contra mais dois navios suspeitos de envolvimento no tráfico de droga, que terão causado a morte de pelo menos cinco pessoas.

"As informações de inteligência confirmaram que estes navios estavam a utilizar rotas conhecidas pelo tráfico de droga e estavam ligados a este tráfico", afirmou na quarta-feira o Comando Sul das forças armadas dos EUA, que cobre a América Latina e Caraíbas.

"No total, cinco narcoterroristas foram mortos durante estas operações", especificou o Comando Sul, usando a expressão usada pela Administração do Presidente norte-americano Donald Trump para equiparar os traficantes de droga a terroristas.

O Comando Sul não revelou onde aconteceram as operações, mas mais de uma centena de pessoas foram mortas e cerca de 35 embarcações destruídas por ataques semelhantes dos EUA nas Caraíbas e no Pacífico desde setembro.

Horas antes, os EUA tinham anunciado ataques, realizados na terça-feira, contra três navios, alegados alvos de tráfico de droga, que mataram três pessoas, no âmbito das operações militares norte-americanas na América Latina e Caraíbas.

O Comando Sul disse que os serviços de informação norte-americanos confirmaram que as três embarcações "estavam a navegar por rotas conhecidas de tráfico de droga e tinham transferido estupefacientes entre si antes dos ataques".

As imagens que acompanham a mensagem na rede social X mostram a destruição de um primeiro barco em movimento, seguido de outros dois que parecem estar à deriva.

O Comando Sul declarou que, após os bombardeamentos, "notificou imediatamente a Guarda Costeira dos Estados Unidos para activar o sistema de busca e salvamento" dos sobreviventes.

A legalidade da campanha de ataques, conhecida como Operação Lança do Sul, tem sido amplamente questionada por alegados indícios de execuções extrajudiciais por parte dos militares norte-americanos.

Desde o verão que o Pentágono mantém um destacamento militar sem precedentes no sul das Caraíbas, o maior em décadas, enquanto Washington tem vindo a alertar que o seu objetivo é que o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e os seus colaboradores, acusados ​​de liderar um narcoestado, renunciem ao poder.

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, começou a argumentar nas últimas semanas que o regime de Caracas roubou instalações e bens de empresas petrolíferas norte-americanas na Venezuela e anunciou que vai confiscar petroleiros que transportam crude venezuelano, o que já aconteceu em duas ocasiões.

A tudo isto acresce o ataque, anunciado por Trump esta semana, a um cais na costa venezuelana alegadamente utilizado pelo gangue Tren de Aragua, o que representaria o primeiro bombardeamento de um alvo em território venezuelano por parte de Washington.

Inforpress/Lusa/Fim

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