
Assomada, 01 Dez (Inforpress) – Santiago Norte viveu nos últimos meses de 2025 um dos maiores desafios ambientais da última década, marcada pela tempestade em Novembro que devastou zonas inteiras.
A tempestade expôs vulnerabilidades estruturais e obrigou a uma resposta articulada entre autoridades, comunidades e parceiros.
Estradas destruídas, ribeiras transbordadas, taludes colapsados, perdas agrícolas expressivas e famílias desalojadas definiram o cenário imediato após o mau tempo, impondo um ritmo acelerado de reconstrução.
As questões ambientais ganharam maior centralidade estas chuvas que contribuíram para acelerar reflexões já em curso nos municípios de Santa Cruz, Tarrafal e São Miguel, levando a uma reavaliação das políticas de ordenamento do território, gestão das ribeiras e adaptação às alterações climáticas, numa perspectiva de prevenção e mitigação de riscos.
A área da educação não ficou imune aos constrangimentos registados ao longo do ano, embora o ano lectivo se tenha iniciado com normalidade, mas enfrentando períodos de instabilidade devido às condições das infra-estruturas em algumas escolas.
Ainda assim, o sistema de ensino demonstrou capacidade de adaptação e conseguiu manter o funcionamento regular das aulas, avançar com projectos de modernização digital, reforçar a acção social escolar e intensificar medidas de combate ao abandono escolar.
Em termos políticos, o ano ficou assinalado por um diálogo institucional, planeamento estratégico e capacidade de resposta a situações de emergência, levando à redefinição de prioridades e ao fortalecimento da articulação entre Governo central e autarquias, mas também com a Presidência da República em todos os municípios da região.
No sector económico, a agricultura continuou a ser a principal base de subsistência de muitas famílias, enfrentando dificuldades associadas à irregularidade climática e aos custos de produção.
Em resposta, foram mobilizados apoios técnicos e financeiros envolvendo produtores, cooperativas, Governo e câmaras municipais.
Paralelamente, o comércio local, o turismo interno e o micro-empreendedorismo contribuíram para dinamizar a economia regional.
No plano social e cultural, o associativismo manteve-se activo, associações comunitárias, projectos juvenis, iniciativas culturais e programas de empoderamento feminino mantiveram-se activos, promovendo a coesão social, a participação cívica e a valorização da identidade local.
O sector da saúde foi igualmente alvo de reforços ao nível das equipas, campanhas de prevenção, melhorias nas unidades básicas e acções móveis, aproximando os serviços das comunidades mais afastadas.
Já o desporto manteve-se como factor de união regional, com actividades intermunicipais e requalificação gradual de infra-estruturas.
Em balanço final, Santiago Norte termina um 2025 marcado por dificuldades, mas também por resiliência, uma região em transformação, marcada por dificuldades, mas também por sinais claros de resiliência, renovação institucional e determinação colectiva para enfrentar os desafios futuros.
MC/HF
Inforpress/Fim
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