
Ribeira Grande, 16 Abr (Inforpress) – O secretário nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), Luís Fortes, anunciou hoje, na Ribeira Grande, Santo Antão, que os técnicos de diagnóstico e terapêutica estão “mais próximos” de conquistar uma carreira especial própria.
Luís Fortes falava à Inforpress, após um encontro com profissionais da saúde na Ribeira Grande, no âmbito da fase final das negociações para a criação do Plano Carreira Funções e Remuneração (PCFR) dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.
Segundo o dirigente sindical, o processo, desenvolvido em conjunto com o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) e outras estruturas sindicais, tem como objectivo o enquadramento adequado de mais de 37 categorias profissionais actualmente incluídas no quadro comum da Administração Pública, apesar da sua especificidade técnica e funcional no sistema de saúde.
"Estamos aqui para fechar mais um processo do PCFR, desta feita o do pessoal técnico de saúde – técnicos de diagnóstico e terapeutas – porque é um instrumento que já está na sua fase final. É uma inovação. Até agora, estes profissionais estavam no quadro comum, mas conseguimos provar que havia necessidade de uma carreira especial", explicou.
O encontro em Santo Antão, conforme a mesma fonte, insere-se numa ronda de visitas aos três concelhos da ilha, com vista à recolha de contributos e ao esclarecimento dos profissionais sobre o novo enquadramento.
Entre as principais reivindicações, conforme Luís Fortes, está a inclusão de outras áreas da saúde e a regularização de trabalhadores em situação precária.
"Há técnicos com formação, mas que continuam com contratos a termo, em prestação de serviços ou com vínculos precários. Há também funcionários de câmaras municipais a trabalhar em unidades hospitalares e em delegacias de saúde. Tudo isso tem de ser regularizado", alertou.
A proposta sindical, segundo o dirigente, prevê ainda uma estrutura de carreira com categorias diferenciadas, valorizando os profissionais especialistas, à semelhança do que já se verifica com médicos e enfermeiros.
"Este documento tem muitas vantagens, desde logo salariais, mas também em termos de progressão. Queremos uma carreira pluricategorial, que distinga os técnicos gerais dos especialistas. Há profissionais que já têm especialização, e é preciso reconhecer e incentivar essa qualificação", afirmou.
Apesar de admitir que o processo tem enfrentado obstáculos e momentos de desmotivação, o líder sindical mostrou-se confiante e garantiu que os sete sindicatos "sabem o que estão a fazer”.
"Estamos a acompanhar, a pressionar, e por isso estamos a ter respostas. O pessoal está expectante para ver qual é o desfecho", salientou.
Luís Fortes revelou ainda que os documentos relativos às carreiras de médicos e enfermeiros serão entregues para aprovação já na quinta-feira, 17, enquanto o dos técnicos de saúde deverá ser finalizado até ao dia 30 de Abril.
"Está previsto que os efeitos remuneratórios da nova carreira especial tenham retroatividade a partir de 01 de Março de 2025, após a publicação das listas definitivas", frisou.
LFS/JMV
Inforpress/Fim
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