São Miguel: EMAEI e CAV unem-se para promover acções de sensibilização sobre violência infantil

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São Miguel: EMAEI e CAV unem-se para promover acções de sensibilização sobre violência infantil
16/04/25 - 02:53 pm

Calheta, São Miguel, 16 Abr (Inforpress) – A Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) e o Centro de Apoio à Vítima (CAV), em São Miguel, decidiram trabalhar junto na promoção de acções de sensibilização sobre a violência infantil.

Em declarações à Inforpress, a coordenadora da EMAEI, Constantina Monteiro, explicou que deram hoje o arranque das actividades com uma ‘conversa aberta’, e esta parceria tem como objectivo sensibilizar a comunidade educativa para os sinais de alerta e os factores de risco associados à violência contra crianças, com especial atenção para aquelas com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

“O foco é chegar até as crianças e em toda a sociedade para oferecer informações sobre os sinais de alerta, não apenas nas escolas, mas também na sociedade”, afirmou Constantina Monteiro, realçando que a intenção é expandir o projecto para todas as escolas do município, envolvendo toda a comunidade educativa.

Segundo a responsável, esta “é uma oportunidade para aumentar a conscientização, especialmente em relação às crianças, principalmente as com NEE, sendo as mais vulneráveis”.

Por seu turno, a psicóloga e técnica do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), que trabalha no CAV, Gracelinda Tavares, considerou que esta parceria vai ser uma mais-valia não só para o público-alvo que pretendem trabalhar neste projecto em si, mas para toda a sociedade, uma vez que a questão é a violência.

Gracelinda Tavares, que também trabalha com vítimas de Violência Baseada no Género (VBG), considerou que as escolas são os locais apropriados para a divulgação e sensibilização, e essenciais para prevenir qualquer tipo de violência, um ambiente que vão trabalhar não só a violência infantil, mas no seu sentido lato.

Questionada sobre a situação da VBG no município de São Miguel, a psicóloga avançou que em termos de números de casos reportados não existem muitos, mas enfatizou que isso não significa que não existam casos, mas sim que muitos ainda hesitam em denunciar e buscar apoio.

Neste sentido, reforçou que o CVA está comprometido em continuar com as suas campanhas de sensibilização e no atendimento psicossocial às vítimas, visando “quebrar esse ciclo de silêncio e medo”.

As actividades de sensibilização promovidas pela EMAEI e o CAV continuarão nas próximas semanas, com o intuito de fortalecer a rede de apoio e protecção às crianças de São Miguel.

MC/CP

Inforpress/Fim

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