Secretária de Estado destaca "trabalho excelente" do Governo na inclusão das crianças com paralisia cerebral e outras deficiências

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Secretária de Estado destaca "trabalho excelente" do Governo na inclusão das crianças com paralisia cerebral e outras deficiências
15/04/25 - 02:15 pm

Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – A secretária de Estado da Inclusão Social destacou hoje que o Governo tem feito um "trabalho excelente” na inclusão das crianças com paralisia cerebral e outras deficiências, acentuando que a intenção é reforçar essa parceria.

“Nós temos a Estratégia Nacional de Inclusão para as Pessoas com Deficiência que inclui, no âmbito das suas responsabilidades e compromissos, o reforço à sociedade civil para termos, realmente, um Sistema Nacional de Cuidados Integrados, que prevê essa articulação entre as várias instituições do Estado, mas também com a sociedade civil”, disse Lídia Lima, em declarações à imprensa à margem da cerimónia que assinalou os 18 anos da associação Acarinhar.

A intenção, realçou, é trazer a sociedade civil para um trabalho conjunto, que merece também intervenções conjuntas no reforço do que tem sido complementar ao que o Governo vem fazendo.

“As Associações que lidam com a deficiência em Cabo Verde têm ajudado significativamente ao Governo a fazer esse trabalho, de maneira que, para o futuro, nós estamos a perspectivar sempre o reforço de tudo aquilo que temos vindo a fazer em termos de apoios, de financiamentos, mas também em termos da criação de estruturas adequadas, melhorias nas estruturas que já existem e na implementação da Estratégia Nacional”, ressaltou.

A Secretária de Estado da Inclusão Social explicou ainda que a Estratégia Nacional de Cuidados Integrados prevê outras intervenções que esperam contar com o apoio e a complementaridade das Associações, nomeadamente na criação de um Sistema Nacional de Sinalização e Intervenção Precoce para crianças com alguma deficiência.

Este processo, conforme disse, tem de ser feito de forma articulada com as instituições e os serviços da saúde, da educação, da inclusão social, mas também com a intervenção das associações, articulando os serviços mencionados.

“É necessário fazermos essas inovações, introduzirmos também tudo aquilo que está previsto nessa Estratégia Nacional, que já está em curso e também, por outro lado, o papel fundamental das associações tem a ver com a sensibilização com a qual estamos a contar”, acrescentou, sublinhando que o foco das sensibilizações será a sociedade civil, as comunidades, as famílias e as escolas.

Segundo Lídia Lima, o Governo e as associações têm estado a chamar a atenção para a mudança da mentalidade visando a participação e um desenvolvimento que inclui a diversidade.

Para que isso aconteça, frisou, todos devem estar conscientes da verdadeira inclusão e da necessidade de mudarem “a sua mentalidade e atitude” para poderem ajudar muito mais todos aqueles que precisam de apoio, da solidariedade e, também, de uma atitude mais proactiva no sentido sempre de ajudar a pessoa a evoluir e a concretizar os seus objectivos e os seus sonhos.

Questionada se o Governo está a ter em atenção com o aparecimento de doenças raras, como síndrome de Hunter e outras, sublinhou que é necessário que se actue na prevenção do surgimento de situações que originam problemas de deficiência, apontando a saúde materna como um parceiro na precaução e cuidados pré-natais.

A secretária de Estado da Inclusão Social avançou que no país existem nove mil pessoas com deficiência cerebral admitiu a necessidade de se fazer um trabalho a nível dos inquéritos do INE para que os dados sejam mais reais.

“O Censo 2021 fornece alguns dados, mas já estamos em 2025, não podemos apontar para um dado mais concreto acerca desse número. O que devemos fazer é continuar o mapeamento, através desses sistemas que pretendemos criar, que são de sinalização, de intervenção precoce e de cuidados integrados para podermos identificar as crianças que nascem com deficiência e ajudar os seus familiares no sentido de poderem produzir e levar à frente a sua vida quotidiana”, concluiu, reforçando que a nível nacional existem cerca de 47 mil pessoas com deficiência, a maior parte dessas pessoas com deficiência visual, neurológica e auditiva.

PC/HF

Inforpress/Fim

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