Cidade da Praia, 28 Mar (Inforpress) – O projecto “Pilon di Mudjer/Senhoras de Si” foi desafiante e encorajador e conseguiu empoderar e formar um total de 150 jovens e mulheres da ilha de Santiago, revelou hoje a coordenadora nacional, Antonieta Martins.
O projecto, cujo encerramento aconteceu esta sexta-feira, na cidade da Praia, resulta de uma parceria entre várias instituições portuguesas e cabo-verdianas que actuam em áreas sensíveis dos direitos humanos.
Visou capacitar jovens e mulheres em temas como a saúde sexual e reprodutiva, prevenção da violência de género e empoderamento pessoal, promovendo mudanças significativas nas suas vidas e comunidades.
Segundo a coordenadora nacional o projecto foi “desafiante e encorajador”, na medida em que conseguiram, apesar de alguns desafios, formar um total de 150 pessoas, entre jovens e mulheres para futuramente estarem à altura de reproduzirem essas formações nas suas comunidades.
“Acredito que essas pessoas sensibilizadas podem realmente ter mudanças nas suas vidas e podem, de alguma forma, influenciar as suas famílias e as suas comunidades”, disse Antonieta Martins.
Sublinhou que houve intervenções de larga escala de sensibilização nas escolas sobre a violência, a sexualidade e a prevenção de alguns aspectos nocivos que agora acontecem relacionados com o comportamento sexual dos jovens.
A mesma fonte realçou ainda intervenções marcantes junto dos ministérios que trabalham com a questão da Violência Baseada no Género (VBG), e vários outros parceiros como as universidades, no sentido de sensibilizar para maior investigação e melhor atenção na divulgação das orientações para políticas públicas favorecedoras desta questão.
“E, independentemente disso, o projecto financiou grande quantidade de material educativo, seja ele folhetos e ‘flyers’ para adolescentes e jovens, mas também vídeos e programas de rádio que podem também ser reproduzidos por outros intervenientes”, acrescentou.
A coordenadora nacional do “Pilon di Mudjer/Senhoras de Si” apontou de entre os desafios, a apropriação das pessoas da questão da violência e da não normalização da violência.
Entretanto, aproveitou para agradecer a todos os parceiros, inclusive à Cooperação Portuguesa, através do Instituto Camões, afirmando que é importante continuar este diálogo para mudança de mentalidades.
ET/CP
Inforpress/Fim
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