Director-geral da FAO destaca “papel essencial” das florestas na garantia da segurança alimentar

Inicio | Ambiente
Director-geral da FAO destaca “papel essencial” das florestas na garantia da segurança alimentar
20/03/25 - 08:03 pm

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou o papel essencial das florestas na garantia da segurança alimentar e transformação dos sistemas agro-alimentares mundiais, tornando-os mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis.

Numa mensagem alusiva ao Dia Internacional das Florestas, celebrado a 21 de Março,a  que a Inforpress teve acesso,  o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que as florestas são uma fonte vital de alimentos para a população mundial, e que as mesmas asseguram a subsistência de milhares de milhões de pessoas, para além de garantirem a preservação da biodiversidade. 

“No entanto, continuamos a dizimá-las a um ritmo alarmante devido às nossas actividades que conduzem à desflorestação e à degradação dos solos”, declarou, defendendo a necessidade urgente de se garantir a segurança alimentar para todos, protegendo simultaneamente os elos indispensáveis dos sistemas agro-alimentares que são as florestas. 

Destacou as acções que vem sendo desenvolvidas em diferentes países a nível mundial através da implementação de projectos visando garantir que os conhecimentos e interesses tradicionais das comunidades rurais estejam no centro dos esforços de recuperação de terras degradadas.

Salientou que as florestas proporcionam habitats para os polinizadores e albergam a maior parte da biodiversidade terrestre do planeta, no entanto, defendeu, precisa-se tanto de polinizadores como de biodiversidade para aumentar a produção alimentar e promover um ambiente mais sustentável.

“As florestas nutrem o solo, regulam a temperatura e fornecem alimento e sombra aos animais de criação. Protegem as culturas, actuando como uma barreira natural contra o vento, e fornecem água doce a mais de 85% das grandes cidades do mundo”, lembrou.

No entanto, frisou o director-geral da FAO, há necessidade de intensificação de esforços, isto se a população mundial quiser recuperar os mais de 2 mil milhões de hectares de terras que se estima estarem degradadas em todo o mundo.

“Se quisermos avançar na direção certa, teremos de adoptar novas políticas que tenham em conta a interdependência da agricultura e das florestas. Embora muitos países tenham começado a integrar a agrossilvicultura nos seus planos nacionais para o clima, precisamos de um compromisso mais alargado com políticas que reconheçam o papel essencial das florestas para a segurança alimentar e a diversidade”, apontou. 

Considerou igualmente que o sector privado deve comprometer-se a não recorrer à desflorestação nas cadeias de valor agrícolas e cujos compromissos devem traduzir-se em medidas concretas com resultados mensuráveis. 

É igualmente essencial, acrescentou, sensibilizar os consumidores para a necessidade de adotar regimes alimentares e estilos de vida mais saudáveis no âmbito de sistemas agro-alimentares sustentáveis e reduzir a perda e o desperdício de alimentos.

“Garantir a conservação das florestas e a sua gestão e utilização sustentáveis não é apenas um imperativo ambiental: é uma estratégia crucial para a segurança alimentar e a diversidade. E temos de a cumprir, caso contrário os objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas de erradicação da fome e da pobreza e de recuperação dos ecossistemas tornar-se-ão ainda mais difíceis de alcançar”, concluiu.

CM/JMV

Inforpress/fim

Partilhar