lha do Sal: Vereador diz que situação de fogo posto na lixeira municipal “provavelmente tem motivação política”

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lha do Sal: Vereador diz que situação de fogo posto na lixeira municipal “provavelmente tem motivação política”
20/03/25 - 07:44 pm

Espargos, 20 Mar (Inforpress) – O vereador responsável pela pasta do Saneamento no Sal disse hoje que a situação de fogo posto na lixeira municipal “provavelmente tem motivação política”, já que se tem tornado recorrente nas vésperas das sessões ordinárias da Assembleia Municipal.

Francisco Correia, que falava à comunicação social depois de mais um incêndio na lixeira municipal, na madrugada de hoje, sublinhou que só neste mês já foram contabilizados três incêndios, reforçando que a queima de resíduos sólidos na lixeira municipal não é uma prática da autarquia, “sobretudo depois dos investimentos que a edilidade tem vindo a fazer neste sentido.

“Depois dos grandes investimentos em termos de caminhões para recolha de lixo e limpeza urbana e de contratar várias pessoas para as campanhas de limpeza, neste preciso momento estamos sendo confrontados com a situação de fogo posto na lixeira municipal, mas que não é uma prática da Câmara do Sal”, explicou. 

Para Francisco Correia, essa prática vem sendo “consumada por pessoas de má índole” que se dirigem à lixeira durante a noite e colocam lume, tendo sublinhado que essa prática vem se verificado constantemente nas “semanas antecedentes às sessões da Assembleia Municipal.

Reconheceu que a lixeira municipal neste momento se encontra “mal localizada”, mas adiantou que a autarquia se encontra em fase de estudos com as entidades competentes, para encontrar um local adequado para o futuro aterro sanitário na ilha.

“Neste momento a lixeira fica perto da Metrologia, do hospital e do aeroporto e vem causando grande prejuízo à saúde pública um grande prejuízo, mas pedimos serenidade e colaboração com a Câmara Municipal (…)”, apelou. 

Para o vereador Francisco Correia, os incêndios na lixeira municipal têm vindo a levantar as suspeitas de “motivação política”, sublinhando que como “já não há crítica em relação à limpeza urbana e da recolha dos resíduo sólidos em toda a ilha”, frutos dos “esforços” da autarquia em cooperação com o Fundo do Ambiente para adquirir equipamentos, o foco voltou para a lixeira municipal.

 

Neste momento a Câmara Municipal do Sal garantiu já ter um local “em vista” e que está a ser objecto de estudo para o novo aterro sanitário, estando à espera de um parecer técnico.

Anunciou que a autarquia tem um encontro com o ministro do Ambiente e Agricultura, no sentido de ter um aval do Estado para uso deste espaço que é património do Estado.

Neste momento, Francisco Correia recordou que a ilha do Sal produz diariamente a volta de 200 metros cúbicos de lixo, cerca de nove a 11 volta de camiões de lixo que precisam de outro tipo de tratamento e de alternativas. 

NA/JMV

Inforpress/Fim

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